A farra de uma sanfona e uma guitarra

A sanfona e a guitarra elétrica foram somadas na terça-feira, 08, ao contingente de espetáculos gratuitos que acontecem no 18º Festival de Inverno da UFPR. O instrumental exótico foi apresentado pelo duo Kuaray na Igreja Matriz da cidade, para um público de cerca de 80 pessoas. O repertório dos curitibanos Luiz Otávio Almeida (guitarra) e Ary Giordani (sanfona) contou com uma grande gama de composições próprias, influenciadas por nomes da música brasileira como Hermeto Pascoal e Pixinguinha, além de músicas que compõem trilhas cinematográficas.
Em Antonina, o duo fez sua primeira apresentação. Apesar de já tocarem juntos há cerca de oito anos, os músicos, que são inclusive compadres, decidiram “oficializar” a parceria apenas este ano. Daí­ vem a atmosfera “caseira” do espetáculo. “Tocávamos juntos, em casa mesmo, uma coisa bem caseira. Agora estamos transportando isso, para que outras pessoas possam ver e ouvir”, afirmou Ary, no fim da apresentação. Parece ter dado certo. O show teve a execução de cada música pontuada por aplausos a coroação veio ao fim, quando os músicos precisaram adiar o fim do repertório, diante dos pedidos do público. “É sempre uma satisfação tocar no Festival, uma oportunidade para que a gente possa divulgar nosso trabalho. Sempre nos recebem de braços abertos”, afirmou Ary, em agradecimento, durante uma pausa da apresentação, explicando que já havia se apresentado no Festival de Inverno, embora sem o atual parceiro.
A relação com a música de ambos, aliás, vem de longa data pelo menos dez anos. Eles já tocaram juntos no grupo Caixa Prego, que nos últimos dois anos acabou se dissipando. “Foi uma coisa do pessoal se desencontrar mesmo. O Luiz acabou morando um tempo na Espanha e a banda ficou impraticável”, conta Ary, que hoje toca na banda Mantra-Matuto, de música medieval. Eles têm, inclusive, uma apresentação agendada para o próximo dia 17, no Sesc da Esquina, em Curitiba. Já Luiz participa de um grupo de gafieira, a Maria Faceira.
Diante da boa recepção do duo pelo público do Festival, a idéia agora é, segundo Ary, incrementar as composições, incluindo um maior instrumental. “O barato mesmo é tocar composições próprias, músicas nossas. Para isso, vamos começar a agregar mais sonoridades”, finaliza. É esperar para ver.

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