ter 26 out 2021
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Ações afirmativas estão em foco na UFPR

Na última sexta-feira (14) foi realizado o evento “Pluralidade UFPR: Diversidade e Inclusão em Foco”, fruto da parceria entre a Cepigrad  (Coordenação de Estudos de Graduação e Educação Profissional) da Pró-Reitoria de Graduação e Educação Profissional (Prograd), com o NEAB (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros).

Com o objetivo de recepcionar os calouros cotistas e promover o debate sobre políticas afirmativas na UFPR, o evento promoveu a troca de vivências entre estudantes indígenas, negros, com deficiência visual e surdez, além de 10 oficinas com conteúdos relacionados à realidade e cultura afro-brasileira e indígena.

Luana Bueno, aluna do segundo período de Serviço Social na UFPR Litoral, veio para Curitiba exclusivamente para o evento. Segundo ela, a discussão de politicas afirmativas é essencial dentro da Universidade e que o evento sediado deveria ser mais amplo e frequente “para deixar esse pensamento de minoria, de desfavorecidos, de proletariado para trás. Afinal, somos todos iguais”.

Durante o evento foram realizadas oficinas com conteúdos relacionados à realidade e cultura afro-brasileira e indígena. Foto: Rodrigo Juste Duarte

Ações Afirmativas

Para o Coordenador do NEAB, Josafá da Cunha, as ações afirmativas, como forma para uma sociedade mais plural, não são válidas apenas para os envolvidos nessa política, mas para todo o conjunto social. “Porque a ideia de ‘normal’, que é tão restritiva, fica cada vez mais ampla e cada vez mais as pessoas percebem que possuem um lugar na sociedade. E que podem fazer a diferença”.

Para Josafá, a luta pela igualdade é cotidiana e não é referente apenas ao racismo, mas em relação à gêneros também. “Devemos lutar para que o estudante transgêneropossa usar seu nome social não apenas nos corredores da Universidade, mas que na lista de presença esteja o nome social”.

O direito ao nome social, aquele escolhido pela pessoa a ser chamada, é uma das maiores demandas da população trans. Embora não seja em todo o Brasil que ele é aceito, existem iniciativas nesse sentido em andamento em diversos estados do país. A Universidade Federal do Amapá foi uma das pioneiras na adoção do nome social para os alunos. A Secretária Estadual de Educação da Bahia determinou uma resolução em todas as escolas do estado, que no momento da matrícula, os alunos poderão escolher o nome social que estará presente em todos os documentos da escola.

O evento contou, ainda, com a participação da Coordenadora do Napne (Núcleo de Atendimento à Pessoas com Necessidades Especiais), Laura Ceretta Moreira, com a Vice-Coordenadora do NUEI (Núcleo Universitário de Educação Indígena), Ana Elisa de Castro Freitas e com a Pró-Reitora de Graduação, Maria Amélia Sabbag.

O evento promoveu a integração de alunos com necessidade especiais no pátio da Reitoria. Foto: Rodrigo Juste Duarte

Resolução 37/04

Durante o evento também foi discutida a Resolução número 37/04, que estabelece um plano de metas de inclusão social e racial na UFPR. Criada em 10 de março de 2004, ela prevê 20% das vagas nos processos seletivos da Universidade – ensino médio, cursos técnicos e graduação – para estudantes negros. Outros 20% para estudantes vindos de escolas públicas e ainda há a oferta vagas suplementares para estudantes indígenas do território brasileiro.

O nono e décimo artigo da Resolução implementam um programa de apoio permanente à estudantes indígenas e aos estudantes que apresentem dificuldade no acompanhamento das disciplinas. Mas essa política possui um prazo de validade de dez anos e em 2014 ela deve ser reeditada.

Embora exista um projeto de acessibilidade na UFPR, em que os novos prédios são construídos pra atender aos alunos com deficiência, os antigos demonstram certas dificuldades para adaptações. Isso deve ser analisado este ano para a reedição da nova Resolução.

Entretanto, a Pró-Reitora de Graduação, Maria Amélia Sabbag, garantiu na abertura do evento que o aprimoramento dessa Resolução  irá “buscar uma formação adequada para todos os cidadãos”, afirma.

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