Apesar de avanços, representatividade ainda é distante dos palcos 

Negros representam mais da metade da população, porém sua presença nas artes cênicas é minoritária. Para artistas LGBTQIA+, invisibilidade é ainda maior.

Montagem: Espetáculo Combo Drag Week – Foto: Matteo Gualda. Peça de teatro negro Vinte! – Foto: Maringas Maciel

Por Jhennifer Moura e Alexandre Ponciano

O espetáculo drag Combo Drag Week e a peça de teatro negro Vinte! Chamaram atenção nesta 34ª edição do Festival de Curitiba. Na arte drag, Juana Profunda celebrou uma década de carreira com muita exuberância e crítica social. Pelo teatro negro, houve uma rememoração dos anos 1920 com o legado da Companhia Negra de Revistas, pioneira no protagonismo de artistas negros no Brasil. 

Essas produções contrataram com os indicadores de representatividade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 56,4% da população brasileira é formada por negros. Mas estudos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade de São Paulo (USP) mostram que esse percentual não se traduz efetivamente nos palcos. No âmbito da diversidade de gênero, uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) concluiu que menos de 15% das companhias teatrais de formas animadas produzem narrativas centradas ou que tenham a participação de personagens homossexuais ou transgênero.

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