dom 24 out 2021
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Brasil se despede da Copa, Curitiba já sente falta do Mundial

Apenas três jogos separam o Brasil do fim da sua Copa do Mundo e, com a derrota da seleção brasileira na semifinal, a criatividade das torcidas estrangeiras já faz falta. O clima dos torcedores que acompanhavam os jogos na Arena da Baixada, em Curitiba, foi de muita festa. Por lá, além dos brasileiros, milhares de estrangeiros assistiram as disputas de forma descontraída, usando fantasias e acessórios que serviam para dar apoio ao time nas arquibancadas.

Vestidos de cangurus, trio de australianos vira celebridade em Curitiba
(Foto: Thaís Barbosa)

Na capital paranaense, passaram seleções como Equador, Nigéria, Espanha e Austrália. Boa parte dos turistas estrangeiros usavam adereços que remetiam aos países de origem e atraíam ainda mais a curiosidade dos brasileiros. Amanda Barros assistiu a todos os jogos sediados na Arena. Ela conta que não pôde deixar de tirar fotos com os diversos personagens que figuraram na arquibancada. “A energia no estádio é algo que eu nunca tinha visto ou vivido. Me surpreendi com a força que o futebol tem para unir as pessoas. Eu quis tirar fotos justamente para marcar esse momento”, diz ela.

“A ideia de ir fantasiado é algo que foi bem predominante nessa Copa do Mundo. É uma forma que os torcedores encontraram de demonstrar patriotismo, estar mais próximos dos jogadores e também com a própria cultura deles”, completa Amanda. Diferente do Mundial da África do Sul, onde a vuvuzela foi o destaque principal, no Brasil, as fantasias trouxeram o carnaval para os estádios e chamaram a atenção pela diversidade cultural.

Diablo-Huma

As máscaras fazem parte da tradição da torcida equatoriana e estiveram presente na Arena da Baixada
(Foto: Thaís Barbosa)

Um grande grupo de equatorianos invadiu os arredores da Arena da Baixada no dia 21 de junho. A disputa entre Equador e Honduras atraiu uma caravana com mais de 12 mil pessoas do país sul americano, segundo os torcedores. Além de uniformizados, alguns equatorianos foram vestidos com máscaras típicas. As diablo-huma, como são chamadas, têm relação com a tradição da colheita de Quito, cidade ao norte do país. As cores que predominam nas máscaras são o azul, o vermelho e o cobre, e cada uma varia nos detalhes.

Andrés Niño foi ao estádio vestindo uma diablo-huma. Ele explicou que a máscara tem duas faces, uma representando o bem, e a outra, o mal. Para o equatoriano, torcer usando ela, é torcer junto da sua nação. Sobre o Brasil, Niño só tem elogios. “É tudo muito agradável, estou me sentindo em casa”.

Trajes Típicos

Torcedores da Rússia não se intimidaram com o calor e vieram com trajes típicos do país
(Foto: Thaís Barbosa)

A seleção russa jogou contra a Argélia na Arena da Baixada no dia 26 de junho. Nas arquibancadas, alguns russos vestiam trajes típicos do país. Como Vasily Shcherbakov, que acompanhou a disputa vestindo uma blusa de seda com detalhes bordados em vermelho. “Essa roupa é tradicional em toda a Rússia e acho que ela vai dar sorte no jogo”, conta Vasily.

As boinas de pelúcia, sempre relacionadas ao país devido ao frio, também marcaram presença nos torcedores. Boris Elzin usou o ywahka – nome em russo do chapéu – na arquibancada, mesmo com a temperatura elevada do dia do jogo. Ele explica que é raro usar esse item no vestiário russo. “Lá o chapéu não é tão comum como pensam. É mais um estereótipo mesmo”, conta Elzin.

 Canguru

O canguru, símbolo da Austrália, foi utilizado com criatividade pelos torcedores do país. Fantasias, bonecos e bichos de pelúcia do animal foram a alegria do jogo contra a Espanha, no dia 23 de junho. Fotos dos australianos fantasiados como cangurus, em Curitiba, invadiram as redes sociais. Três deles tornaram-se celebridades na Fan Fest curitibana, posando para fotos a todo instante.

Australiano cria seu próprio macacão para torcer pelo seu país
(Foto: Thaís Barbosa)

Ben Plasler não usou o canguru. Optou por um macacão, feito por ele mesmo, que abusava das cores da bandeira australiana. O torcedor conta que o traje viajou junto com ele e também acompanhou os jogos da seleção em Cuiabá e Porto Alegre. “Estou amando o Brasil!”, revela Plasler.

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