Por Heloisa Pagani, Loize Antoniacomi e Valentina Copack
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registrados 617 candidatos ao cargo de deputado estadual. Desse total, 401 são homens e 216 são mulheres, correspondendo a cerca de 65% e 35% das candidaturas, respectivamente.
Em relação à raça/cor, há uma predominância de candidatos brancos entre as candidaturas analisadascom 436 cadastros. Também são registrados 104 pardos, 67 pretos, 7 amarelos e 3 indígenas.
Candidatos com deficiência
Entre os 617 candidatos, 273 declararam possuir algum tipo de deficiência, o que corresponde a aproximadamente 44,2% do total. Esse número representa uma redução em relação às eleições de 2022, quando foram registrados 290 candidatos com deficiência, uma diminuição de 17 candidaturas, equivalente a 5,9%. Um candidato pode declarar mais de um tipo de deficiência.

Identidade de Gênero
Durante o processo de candidatura os candidatos têm a opção de divulgar ou não a sua identidade de gênero. No Paraná, 44,2% (273 candidatos e candidatas) optaram por não informá-la. Entre os que declararam, 340 (55,1%) se identificaram como cisgêneros, enquanto apenas 4 (0,6%) se declararam transgêneros.
O uso do nome social também aparece de forma mais pontual. Entre o total de 617 candidatos, apenas 3 declararam a utilização de um nome social, ou seja, 0,49%.

Ocupação Profissional
Entre todos os candidatos, a ocupação mais numerosa foi a dos empresários, um grupo com 88 candidatos (14,26%). Na sequência aparecem outras profissões diversas, com 77 (12,48%), e advogados, com 67 (10,86%).
Os demais trabalhos mais recorrentes estão vereadores, com 39 candidatos (6,32%); deputados, com 27 (4,38%); comerciantes, com 18 (2,92%); professores de ensino médio, com 16 (2,59%); e policiais militares, com 15 (2,43%).

Como se elegem os deputados estaduais
Como parte do poder legislativo, os deputados estaduais têm o dever de criar e aprovar leis, fiscalizar o poder executivo e representar a sociedade de seu respectivo estado. Durante quatro anos de mandato, o deputado articula as demandas que partem diretamente da população na Assembleia Legislativa.
Ao contrário dos senadores, governadores e o próprio presidente da República, que são escolhidos pelo resultado majoritário da eleição, tanto os deputados federais quanto os estaduais são eleitos a partir de uma relação proporcional.
Para os deputados estaduais, essa relação de proporção é baseada na quantidade de votos recebidos pelos partidos ou federações (união de dois ou mais partidos com propostas semelhantes), e não pelo candidato em si. Nesse modelo, quanto mais votos o grupo partidário receber, mais vagas ele pode possuir para serem ocupadas pelos seus candidatos mais votados. Assim, se um partido ou federação consegue alcançar cinco vagas na Assembleia, seus cinco candidatos com mais votos ocupam o cargo.
A quantidade de deputados que cada estado pode ter também varia. Ao todo, 1.059 candidatos são eleitos nas Assembleias de todo o Brasil, contando com as vagas do Distrito Federal. O número que cada estado pode ter é proporcional à população da Unidade Federativa, dessa forma, estados mais populosos têm direito a mais deputados estaduais.
No mínimo, cada estado deve ter 8 deputados. Estados menos populosos, como o Acre e Tocantins, por exemplo, possuem, esse número de representantes em suas respectivas Assembleias. Por outro lado, o limite máximo de candidatos que um estado pode ter é 70, caso que ocorre somente em São Paulo. No Paraná, o estado tem direito a 54 cadeiras na Assembleia Legislativa, que fica localizada em Curitiba.


