qui 21 out 2021
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Consolidado, Olhar de Cinema cresce e traz novidades em 2015

O cartaz de divulgação do Olhar de Cinema traduz a proposta do festival em 2015: leveza. (Créditos: Divulgação)
O cartaz de divulgação do Olhar de Cinema traduz a proposta do festival em 2015: leveza. (Créditos: Divulgação)

O Olhar de Cinema chega à sua quarta edição consolidado em Curitiba: durante o festival serão exibidos 92 filmes de 32 países, entre longas e curtas. Contrariando a expectativa negativa devido ao recuo econômico no país, que levou o festival a perder algumas parcerias, 2015 o traz maior que nos outros anos, graças aos novos patrocinadores, que incluem os Correios, a Fomento Paraná e a Sanepar, além do Shopping Curitiba. Este último garante o aumento de salas utilizadas para abrigar o festival. Se em 2014 apenas o Espaço Itaú do Shopping Crystal era sede do Olhar de Cinema, dessa vez ele terá exibições também em duas salas do Shopping Curitiba. A ideia é que, assim, o espaço entre um filme e outro seja mais expansivo, para que o espectador possa acompanhar o festival por completo, sem correria.

Muitas das novas parcerias se deram por conta do espaço conquistado pelo festival ao longo dos anos. Segundo Aly Muritiba, diretor do Olhar, a curadoria e a presença no mercado internacional foram os principais motivos para garantir que o evento continuasse. “O festival conquistou respeitabilidade, público e boa repercussão na mídia. Por isso, se perdemos parceiros por causa da conjuntura econômica, criar outros foi natural, porque temos o que mostrar”, afirmou Muritiba, em coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira (6).

Ter o que mostrar é o principal chamariz do Olhar de Cinema. Com dez mostras diferentes dentro do festival – sendo que duas são novidade para 2015 -, a palavra da vez é ‘leveza’. Traduzida na identidade visual do evento, a proposta do ano é manter o comprometimento com o cinema de maneira fluída. “É a linha mestra da edição, que apresenta temas contemporâneos e até comédias. Fincamos raízes, desabrochamos e os polens podem voar. Agora podemos ter a liberdade de fluir, pois estamos consolidados”, afirma o diretor.

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Detalhes

O festival acontece entre os dias 10 e 18 de junho, e traz oficinas e seminários gratuitos, além dos filmes. Os ingressos custam R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada) e passam a ser vendidos a partir do dia 3 de junho. Os filmes foram selecionados pela curadoria do festival, que analisou 2,3 mil películas  desde agosto de 2014. “A gente termina um festival pensando no outro”, conta Antonio Junior, diretor artístico do Olhar de Cinema. Segundo ele, cada mostra tem a marca registrada do seu curador, mas os filmes são assistidos e selecionados em conjunto, para que conversem entre si. A abertura, no dia 10, fica por conta da exibição do filme Rabo de Peixe, dos portugueses Nuno Leonel e Joaquim Pinto, este último que foi o vencedor da Mostra Competitiva no ano anterior. Rabo de Peixe estreia na América do Sul durante o festival, que traz diversas ”premieres”: filmes inéditos no país. “Seria mais fácil ir atrás dos consagrados do que apostar. Nós queremos correr riscos. É um outro cinema, que não encontra espaço no mercado comercial”, diz Antonio Junior.

Rabo de Peixe será exibido simultaneamente em três salas do Espaço Itaú, na abertura do festival, dia 10 de junho. (Créditos: Divulgação.)
Rabo de Peixe será exibido simultaneamente em três salas do Espaço Itaú, na abertura do festival, dia 10 de junho. (Créditos: Divulgação.)

Em 2014, cerca de 16 mil pessoas acompanharam o Olhar de Cinema e a expectativa para esse ano é um público ainda maior. A aposta nos eventos do Mercado de Cinema (CuritibaLab, seminários, masterclasses), a sugestão de que os cineastas compareçam ao evento para discutir os filmes e a expectativa por pequenas surpresas durante o festival é o que fomenta o público a aguardar ansioso pelo início do Olhar de Cinema. Além disso, a retrospectiva em cima do trabalho do cineasta francês Jacques Tati (1907-1982), a exibição de um inédito de Glauber Rocha (1939-1981), o espaço para quatro filmes paranaenses, o destaque para as estreias e os clássicos restaurados, como o japonês Meu Amigo Totoro (1988), são os principais atrativos do festival em 2015.

Política

Aly Muritiba citou o compromisso político do Olhar de cinema, tanto no mundo cinematográfico quanto em outras esferas. Desvinculando-se de políticas partidárias, declarou repúdio pelos acontecimentos na Assembleia Legislativa do Paraná no dia 29 de maio, quando a Polícia Militar agiu contra os professores paranaenses violentamente. “Esperamos que o secretário de segurança pública e o governador do estado sejam criminalizados pelo que aconteceu”, anunciou Muritiba, durante a coletiva de imprensa.

Aly Muritiba, Antonio Junior e Marisa Merlo, os diretores do Olhar de Cinema durante a coletiva de imprensa. (Créditos: Anna Sens)
Aly Muritiba, Antonio Junior e Marisa Merlo, os diretores do Olhar de Cinema durante a coletiva de imprensa. (Créditos: Anna Sens)
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