Em assembleia, professores da UFPR decidem não entrar em greve

A decisão foi tomada na tarde de hoje em Assembleia Geral (Foto: Marcia Elizandra Faustino)

Os professores da Universidade Federal rejeitaram a deflagração de greve, por 146 votos a favor e 266 contra. Se fosse aprovada a greve iniciaria nesta quinta-feira (28).

Depois de dois indicativos de greve durante o mês de maio, os professores da UFPR decidem continuar os trabalhos, “o movimento tem que ser construído, ter muito mais visibilidade para a sociedade. O sindicato e os professores teriam que reunir as informações que mostram os exemplos concretos dos sucateamentos para a sociedade. Temos que ter um apoio claro e hoje não temos”, diz Rosana Moreira da Rocha, professora do departamento de Zoologia.

Dentre as reivindicações estavam defesa do caráter público da universidade, condições de trabalho, garantia de autonomia e reestruturação da carreira. Também pede a reversão dos cortes no orçamento e ampliação de investimento nas instituições, já que nesse ano a UFPR teve 33% de cortes no seu orçamento.

“Uma discussão entre professores, alunos e com um conjunto da sociedade, usaria os recursos que temos, entrar em greve é abrir mão desses recursos”, afirma Igor Leão, professor do departamento de Economia.

“O grande problema das reivindicações é que elas são muito genéricas e normalmente são muito numerosas e temos que focar em coisas que são prioritárias e ter duas ou três reivindicações, metas. Porque é outro perigo, entra-se na greve e não tem como sair, fatalmente nunca tudo é resolvido”, completa Rosana Moreira.

Outras instituições também se reunirão em assembleia nesta semana para uma possível greve. A UFPE (Universidade Federal de Pernambuco),  também rejeitou hoje a deflagração da greve por 272 votos contra e 82 a favor.

Em entrevista ao Jornal Rádio Comunicação, o Reitor da Universidade, Zaki Akel Sobrinho afirma que o que é decido nas assembleias é respeitado. A última greve durou cerca de 4 meses, em 2012. O principal motivo para a greve foi o não cumprimento do acordo de reestruturação de carreira por parte do governo federal.

Técnicos

Os servidores técnicos-administrativos das universidades federais decidiram entrar em greve a partir dessa sexta feira. A assembleia que aconteceu dia 20 de maio tem como principais itens de reivindicação o reajuste linear de 27,3%, e a data-base para 1º de maio.

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