Por Heloísa Duarte
A formação policial foi um dos temas debatidos durante o III Fórum Internacional de Ciências Policiais (FICP 2026), realizado nos dias 23 e 24 de julho, na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Curitiba. O encontro reuniu pesquisadores, profissionais da segurança pública e estudantes para discutir como a produção científica pode contribuir para uma atuação policial mais eficiente e alinhada às demandas da sociedade.
Embora muitas vezes seja associada apenas ao treinamento físico ou ao uso de armamentos, a formação policial envolve diferentes áreas do conhecimento. Saúde mental, gestão de crises e pesquisa aplicada foram alguns dos assuntos abordados ao longo da programação, evidenciando que a qualificação dos profissionais vai além das técnicas operacionais.
A Mesa 7 e o 2º Seminário de Residência Técnica concentraram parte dessas discussões. Durante as apresentações, pesquisadores compartilharam estudos sobre o uso da inteligência artificial na análise de vestígios, políticas de proteção às mulheres e alternativas ao sistema prisional. Os debates foram fundamentados em dados científicos e experiências de campo, demonstrando como a pesquisa pode subsidiar políticas públicas voltadas à segurança.
Além das mesas temáticas, o fórum promoveu a troca de experiências entre profissionais da segurança pública, pesquisadores e estudantes de diferentes instituições. O auditório recebeu participantes de diversas regiões, que também acompanharam a apresentação de pôsteres científicos e outras atividades voltadas às Ciências Policiais.
Ao longo dos dois dias de evento, o FICP reforçou a importância da integração entre universidade e prática policial. As discussões mostraram que investir na formação dos profissionais também significa investir em uma segurança pública mais preparada para enfrentar os desafios contemporâneos.


