seg 18 out 2021
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Impasses dificultam implantação da Rádio UFPR

A Rádio UFPR existe há mais de 10 anos. Desde a inauguração, em julho de 2003, o impasse de se transformar em uma emissora FM e ampliar o leque de conteúdos ganha capítulos, mas essa situação deve acabar em breve. A comissão que responde pela rádio aguarda a aprovação no Ministério das Comunicações para a instalação e a ativação da nova torre de transmissão, a ser colocada no prédio da FUNPAR (Fundação da Universidade Federal do Paraná), que fica na Rua João Negrão, no centro de Curitiba.

Desde o primeiro momento em que o projeto da rádio existe, a intenção é que a emissora seja educativa e tenha seu sinal dispersado por toda Curitiba e região. Na década de 90, o reitor Carlos Alberto Antunes dos Santos deu início à movimentação para a implantação e formou a primeira comissão, que conseguiu uma concessão para o funcionamento do canal radiofônico em nome da FUNPAR. “No período, não era permitido por lei que universidades possuíssem em seus nomes tais serviços [este decreto foi derrubado em 2012, em amplo debate no Ministério das Comunicações]. Entretanto, a liberação foi apenas para um terreno em São José dos Pinhais, que era a única região na época que possibilitava essa solicitação”, explica o professor da UFPR, Carlos Alberto Rocha.

A permissão dizia que a antena poderia ser deslocada em um raio de 10 quilômetros do ponto permitido – chegando assim à ideia de instalar o transmissor no Centro Politécnico. Contudo, o plano esbarrou com grupos de pesquisa do campus, que lembraram que as ondas eletromagnéticas poderiam interferir em estudos em execução. “O reitor, então, foi claro: Os dois projetos deveriam acontecer, sem um acabar com o outro. Uma comissão foi montada e a localização da antena foi recolocada em debate”, detalha Carlos Rocha. Por fim, no ano passado, chegou-se a ideia de levar a antena para a FUNPAR – que acelerou o processo inicial.

 

A Rádio UFPR atualmente funciona como Web Rádio, mas em breve estará operando em FM na frequência 94.5. – Foto: Reprodução Site

Expectativas

Atualmente, a rádio funciona 24 horas com transmissão apenas pela web e possui uma programação voltada para a reprodução de músicas de MPB e pequenas notas sobre a comunidade acadêmica. O jornalista José Wille é quem cuida da emissora e garante que há um certo retorno. “Temos contatos de todas as partes do mundo. Já recebemos pedidos dos EUA, Japão e Alemanha, principalmente por nos preocuparmos em levar a MPB ao mundo. A qualidade musical está em primeiro lugar”, garante.

Sobre o conteúdo da rádio em FM e o que o curso de Comunicação pode aguardar, as expectativas são positivas. “Eu gostaria que o início fosse o mais rápido possível, antes da Copa do Mundo. O projeto vai sensibilizar toda a comunidade acadêmica: Por que não ouvirmos as reportagens dos alunos de Comunicação, as produções do departamento de Música ou a própria Orquestra da UFPR? São possibilidades que se abrem com o início da rádio”, espera.

Toda a lentidão, garante Carlos Rocha, tem uma justificativa certa. “Estamos dando passos curtos, sólidos e seguros, para evitar problemas maiores. Melhor assim do que cairmos em um buraco lá na frente”. Caso as palavras do professor se concretizem,  a conclusão desta história está próxima de um final.

 

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