Por Nicole Ribeiro
Depois de acompanhando palestras, painéis, apresentações de pesquisas e entrevistas, o Jornal Comunicação encerra a cobertura especial do III Fórum Internacional de Ciências Policiais (FICP). Realizado em Curitiba, o evento reuniu mais de mil participantes de 21 unidades da federação e quatro países para discutir os desafios da segurança pública e o papel da ciência na construção de soluções para a área.
Ao longo da programação, pesquisadores, profissionais da segurança pública, estudantes e representantes de diferentes instituições compartilharam experiências e apresentaram estudos voltados à investigação criminal, às ciências forenses, à gestão da segurança pública e ao desenvolvimento de políticas públicas.
Além dos debates, o Fórum também foi um espaço de troca de experiências entre profissionais e pesquisadores de diferentes áreas. Para a residente técnica Luana Portela, que atua na Delegacia da Mulher de Araucária, a programação contribuiu para a formação dos participantes ao aproximar as pesquisas da realidade vivida nas instituições de segurança pública.
A professora do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e orientadora da Residência Técnica, Lailiene Kawane de Souza Dias, destacou a oportunidade de conhecer trabalhos desenvolvidos por diferentes áreas e compreender a segurança pública a partir de múltiplas perspectivas.
Promovido pela Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), em colaboração com o Instituto Arrecife, e, com apoio institucional do Governo do Estado do Paraná, o Fórum reuniu, em uma única programação, o III Fórum Internacional de Ciências Policiais, o I Encontro Paranaense de Ciências Forenses e o II Seminário de Gestão em Segurança Pública do Paraná.
Um dos principais destaques desta edição foi a apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos participantes do Programa de Residência Técnica e Pós-Graduação em Gestão da Segurança Pública (RESTEC-GESP), da Universidade Estadua do Paraná (UNESPAR). Segundo a coordenadora científica do Fórum, Danyelle Stringari, as pesquisas representam o resultado de dois anos de atuação prática dos residentes e consolidam o programa como uma das maiores iniciativas de residência técnica na área de segurança pública do Brasil.
Ao todo, o evento reuniu mais de 300 trabalhos científicos, sendo 281 desenvolvidos por residentes do RESTEC-GESP. As pesquisas foram produzidas a partir da atuação de profissionais em delegacias, unidades prisionais, batalhões da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, aproximando a produção científica das demandas enfrentadas diariamente pelos órgãos de segurança pública.
Para Danyelle Stringari, o impacto do Fórum vai além dos dois dias de programação. Os estudos apresentados têm potencial para subsidiar mudanças em protocolos, contribuir para a formulação de políticas públicas e ampliar a produção científica na área. Um dos principais legados do Fórum é aproximar a produção científica da prática profissional, fortalecendo a integração entre universidade, pesquisadores e instituições de segurança pública.
Ao longo da programação, especialistas nacionais e internacionais discutiram temas como prova técnica, economia das fraudes, crimes digitais, crime organizado, sistema prisional, formação policial e inovação tecnológica. A Arena do Conhecimento também reuniu painéis sobre prevenção da violência, governança policial, integração das guardas municipais e pesquisas aplicadas à segurança pública.
Cobertura especial
Antes, durante e após o III Fórum Internacional de Ciências Policiais, o Jornal Comunicação, em parceria com a UniFM, produziu 26 matérias para o portal, 26 reportagens para o Spotify e 15 reels para o Instagram, incluindo entrevistas, reportagens especiais e a série “O que é…”, criada para explicar ao público conceitos e temas debatidos durante o evento.
Mais do que registrar a programação, a cobertura buscou aproximar a sociedade das pesquisas e discussões apresentadas no evento, mostrando como a produção científica desenvolvida nas universidades e nas instituições de segurança pública pode contribuir para a construção de soluções voltadas aos desafios da área.


