ter 19 maio 2026
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Luciana Melo conta bastidores da cobertura do Festival de Curitiba

“Coletivas com artistas famosos ficam lotadas, enquanto produções locais, às vezes, esvaziam”, afirma Luciana Nogueira Melo ao apontar um dos principais desafios da cobertura cultural durante o Festival de Curitiba.

Por Giovani Sella 

A cobertura do Festival de Curitiba vai muito além das estreias e dos palcos lotados. Nos bastidores, jornalistas enfrentam uma verdadeira maratona para dar conta da programação e selecionar o que chega ao público. Uma das profissionais referência nessa cobertura é a jornalista Luciana Nogueira Melo. 

Para entender os bastidores desse trabalho e os critérios por trás do que ganha espaço na imprensa, a equipe da UFPR na UniFM conversou com a jornalista. A entrevista aconteceu na sala de coletivas do Festival de Curitiba, principal local de trabalho para quem cobre o evento. 

Sala de Imprensa do Festival de Curitiba - Crédito:  Annelize Tozetto 

Luciana é responsável por um dos principais cadernos de cultura de Curitiba, o do Plural. Em entrevista ao Jornal Comunicação, ela compartilhou os desafios de cobrir um dos maiores eventos culturais do país. 

Desde 2022, ela acompanha o festival, mas sua relação com o teatro vem de muito antes. Formada em teatro pelo Colégio Estadual do Paraná, sempre esteve próxima da cultura. Cursou Publicidade, Letras, parte de artes cênicas e produções cênicas, além de Jornalismo, curso que está em fase de conclusão na UFPR. Luciana descreve a rotina intensa durante o festival. “Quando chega na abertura, vira uma maratona”, afirma. Segundo ela, o trabalho começa semanas antes, com apuração e planejamento, e se intensifica durante o evento, com coletivas pela manhã, produção de conteúdo à tarde e espetáculos à noite. 

A jornalista também destaca a necessidade de critérios na escolha das pautas, diante da grande oferta de atrações. Para ela, é fundamental equilibrar a cobertura entre grandes produções e a cena local. “A gente tenta dar uma atenção clara para os artistas daqui, que muitas vezes precisam mais desse espaço”, explica. Outro ponto levantado é o desequilíbrio no interesse da imprensa. “Coletivas com artistas famosos ficam lotadas, enquanto produções locais, às vezes, esvaziam”, observa. A reflexão reforça, segundo ela, o papel do jornalismo cultural em ampliar olhares e valorizar diferentes vozes. 

Neste ano, Luciana também liderou uma iniciativa para mitigar esse cenário no Plural. Ela realizou entrevistas diretamente com artistas, companhias e profissionais da cultura de Curitiba, ampliando a visibilidade da produção local e aproximando o público dos bastidores do festival. A entrevista completa, com reflexões sobre o impacto do evento na cena teatral e dicas de espetáculos, pode ser conferida na íntegra na programação da UFPR na UniFM, no site do Jornal Comunicação e no Spotify do veículo. 

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