seg 18 out 2021
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Mais de 60 sindicatos e movimentos organizados saem às ruas em Curitiba

Um ato reuniu mais de 60 entidades no centro de Curitiba, na manhã do último sábado (29). Com faixas, batuque e carro de som, o grupo se reuniu na região da Boca Maldita e caminhou até a Praça Santos Andrade, onde diversos líderes de partidos, sindicatos e movimentos organizados discursaram em favor das pautas reivindicadas. A Secretaria de Trânsito de Curitiba (Setran) estima que cerca de 1,5 mil pessoas participaram da manifestação, enquanto os organizadores do evento falam em aproximadamente 2 mil. Nenhum caso de vandalismo foi registrado.

Manifestantes pediram reforma política ampla e democrática. Foto: André Nunes

Entre os participantes estavam líderes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST),  do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), Partido dos Trabalhadores (PT), da Marcha Mundial das Mulheres e outras dezenas de movimentos organizados. Além disso, artistas de rua também mostravam sua arte e cobravam direitos.

Membros de partidos de esquerda e de sindicatos comandavam o ato. Foi como uma resposta aos atritos nas últimas manifestações. Para Phillipe Trindade, integrante da Frente Paranaense pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão (Frentex-PR), só há esse efeito de violência contra os partidos, sindicatos e movimentos organizados pela falta de compreensão do processo político. “Faz muito sentido ser contra a corrupção e contra os políticos corruptos, mas há um equívoco na hora de identificar de onde vem esse problema”, diz.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor – PR), Guilherme Carvalho, a repressão aos movimentos organizados é prejudicial para a própria democracia. “Todos têm direito de mostrar suas bandeiras e pautas”, afirma. Segundo ele, é assim que melhorias sociais são construídas. “Eu espero que as forças se unam para nós buscarmos o melhor para a sociedade”, completa.

Ato terminou na Praça Santos Andrade. Foto: André Nunes

O vice-presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Welitton Gerolane, ressalta que esses grupos nunca saíram das ruas. “A primeira passeata pela redução da tarifa em Curitiba, com 200 pessoas, foi composta pelo pessoal dos movimentos organizados”, conta. Para ele, o movimento precisa ter pauta definida para avançar.  “Uma manifestação com 100 mil pessoas sem pauta definida deixa em aberto para qualquer um dizer qual é a pauta”.

 

Pautas claras e organizadas

No ato deste sábado, as pautas eram claras. No centro das discussões ainda está a questão da mobilidade urbana. Entre as reivindicações estão a redução da tarifa de ônibus para R$ 2,60 – e para R$ 1,00 nos domingos –, além da abertura da “caixa-preta” da URBS. Para o membro da Frente de Luta pelo Transporte, Alexandre Boing, o acesso a diferentes serviços, recursos e bens, independente do local em que esteja na cidade, é um direito do cidadão. “Os recursos que a cidade oferece devem estar disponíveis mesmo para quem mora longe da região central”, afirma.

Os manifestantes também pediam uma reforma política ampla e democrática. Outro ponto importante foi o repúdio ao Projeto de Lei 4330/04, que diz respeito à terceirização de serviços nos setores público e privado.  Além disso, tópicos como reforma agrária, redução na jornada de trabalho para 40 horas semanais, democratização dos meios de comunicação, legalização do aborto e fim da chamada “cura gay” também estavam em pauta.

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