qui 21 out 2021
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Monólogo ainda inacabado ganha destaque no Guairinha

Foto: Divulgação

O desafio de ser diretor e encenar diversos personagens foi colocado em prova pelo peruano, radicado no Brasil, Enrique Diaz durante os segundo e terceiro dias do Festival de Curitiba. “Cine Monstro Versão 1.0” trouxe ao público do Guairinha um monólogo que prendeu os olhares da plateia e conquistou a maioria dos que ali estavam. Este foi o terceiro texto do canadense Daniel MacIvor montado pelo peruano, que define sua relação com o autor como “uma espécie de caso de amor”.

Apesar de rotuladas como estreia, as duas apresentações são consideradas por Diaz como parte do processo de criação do espetáculo em si, Monstro, que deve estrear ainda este ano. Segundo o diretor, a peça ainda não está finalizada, mas sujeita a enriquecimento e modificações técnicas.

Com aproximadamente uma hora e meia de duração, a peça prendeu a atenção do público através das rápidas trocas de identidade realizadas por Diaz. À frente de um cenário branco, que se modificava de acordo com cada personagem, o ator contou as histórias de um casal, de um adolescente e de um viciado em drogas. Histórias que, aparentemente desconexas, acabaram por se interligar no decorrer do espetáculo, porém sem um desfecho definido ou acabado.

Segundo a expectadora Keila Kern, que não conhecia os detalhes da produção, ela decidiu acompanhar “Cine Monstro” pelos trabalhos anteriores de Diaz e do colaborador artístico do espetáculo, Marcio Abreu. Giovani Mocelin é outro que optou pela peça por considerar Diaz um bom ator e garantiu não se incomodar pelo fato da versão apresentada no Festival não ser definitiva.  “Vinte anos atrás vi Paulo Autran declamar trechos de literatura, e foi muito bom. Estou aberto a novas experiências”, afirmou.

Em meio à encenação, ocorriam mudanças das luzes, das imagens projetadas no fundo branco e da trilha sonora. Modificações técnicas, que ajudavam os espectadores a compreender a troca de personagens e seus diferentes problemas.

 Ao final da apresentação, a peça pareceu ter agradado à maioria dos presentes. Para Keila, trata-se de um bom espetáculo, com enredo bem desenvolvido, porém um pouco longo. “Uma hora engasgou, mas não imagino esta peça diferente”, concluiu.

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