seg 18 out 2021
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Oficina de Música de Curitiba é um dos mais importantes encontros culturais da América Latina

A Oficina de Música de Curitiba já é regra na cidade. Dividida em duas fases, a erudita e a popular, tem como propósito fazer da música um dos elementos de formação da cidadania e descobrir e formar novos talentos. O evento chegará à sua 31ª edição em 2013 e, entre os dias 9 e 29 de janeiro, músicos de diversas partes do Brasil e de 17 países se dedicarão ao estudo da música.

O público leigo – que não toca nenhum instrumento, mas aprecia música – tem seu espaço garantido. Todas as noites, apresentações são ofertadas gratuitamente ou a preços bastante acessíveis. Já estão previstos cerca de 85 espetáculos.
Desde sua 1ª edição, a Oficina cresceu – e muito. Na sua estreia, em 1983, , o evento contava com oito cursos e 200 alunos, que se reuniam no Solar do Barão. Atualmente, cerca de 1500 pessoas comparecem às aulas dos aproximadamente 90 cursos ofertados por 99 professores. Além dos números, os locais de desenvolvimento das aulas e apresentações também se expandiram, assim como os estilos musicais abordados.

A música erudita e antiga agora dividem espaço com as manifestações da MPB, música latino-americana, rock, música eletrônica, entre outros.

Os espaços reservados para as aulas foram além das instalações do Solar do Barão. Desde 2010, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) sedia o evento. Além deste, outros endereços oferecem espaço para os concertos e para os alunos: Teatro Guaíra, Canal da Música, o Teatro da Reitoria e muitos outros. Cursos voltados para a comunidade são ofertados nas Ruas da Cidadania. Parques, bares e praças também se transformam em palco para a Oficina.
Toda essa variedade garante à Oficina de Música de Curitiba o título de um dos mais importantes encontros culturais da América Latina.

A Diretora Artística da 31ª Oficina de Música de Curitiba, Janete Andrade, garante que o papel do evento vem sendo cumprido. “Cada vez mais podemos observar a importância desses movimentos musicais ao redor do mundo, conjugados entre música e cidadania. Frequentemente podemos acompanhar na mídia projetos maravilhosos no Brasil afora ou em outros países que fazem a integração social por meio do ensino da música”, diz.

Janete Andrade, que também já foi aluna da Oficina, defende que o mês de janeiro em Curitiba não é completo se não contar com o evento. “Parece quase impossível imaginar janeiro sem a Oficina, não acha? Afinal, são três décadas. Cada vez mais a sociedade curitibana tem se preparado para receber da melhor maneira possível todos esses músicos que fazem de Curitiba seu lar no mês de janeiro”, afirma.

Recomendado por quem já participou

O cantor lírico Sandro Machado, de 26 anos, fez parte do curso Ópera Stúdio. Para ele, as edições anteriores foram muito produtivas. Ele recomenda a Oficina de Música para quem tiver a chance de comparecer. “A programação é excelente e de alto nível”, afirma. Na visão do cantor, a Oficina serviu como espaço para que ele pudesse por seus conhecimentos em prática. “A função da Oficina, para mim, foi por em prática em um nível profissional o que eu vinha aprendendo na Universidade. A ênfase dos cursos que fiz eram práticas”, explica o cantor.

Há também aqueles que decidiram o que seriam por causa da Oficina. Esse é o caso da musicista Anna Spadoni, de 22 anos, que participa do evento desde os 12. Começou a se interessar pelos cursos da Oficina porque tinha iniciado os estudos com a professora de canto Neyde Thomas. “Foi na Oficina que eu conheci muitos dos amigos que tenho hoje, onde aprendi tanta coisa sobre canto e palco, onde cantei os meus primeiros papeis de ópera e onde eu escolhi seguir, ou melhor, ‘perseguir’ a carreira de musicista”, comenta. “Todos os anos a Oficina traz para mim não somente uma oportunidade de aprendizado, mas é quase como uma reunião familiar”, emenda a musicista.

Novidades para 2013

Na 31ª edição do evento, um novo projeto será oferecido: o Digitópia. A ideia consiste em um conjunto de vários computadores de livre acesso no qual as pessoas são induzidas a criar ou ouvir música com a utilização de vários softwares. Os trabalhos criados pelos frequentadores do projeto podem ser levados para casa por meio de pendrive ou CD.

Nascido em 2007, o Digitópua tem seu espaço físico na Cidade do Porto, em Portugal. O projeto caracteriza a relação entre novas tecnologias e a música. A proposta de trazê-lo para a Oficina de Música é estimular o interesse pelo uso da informática na criação musical.

Na fase de música erudita, a novidade são os professores que participam pela primeira vez da Oficina. A violoncelista francesa Catherine Strinx e o contrabaixista russo Artem Chirkov são exemplos. Pela primeira vez na fase de música popular do evento, estão: o arranjador Jaime Alem, o compositor francês do Théâtre du Soleil, Jean Jacques Lemetre e muitos outros.

Inscrições
As inscrições já podem ser feitas no site da Oficina de Música. Todas as informações de preço horários e professores estão disponíveis no portal.

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