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Exclusiva com o coordenador-chefe da Operação Lava Jato: ouça o Jornal Rádio Comunicação!

Ígor Romário de Paula (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)
Ígor Romário de Paula (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

Na edição dessa quinta-feira (15.10.2015) o Jornal Rádio Comunicação traz uma entrevista exclusiva com o coordenador-chefe da Operação Lava Jato, Igor Romário de Paula e o comentário do comentarista político Ney Hamilton.

Além disso, traz também um novo projeto de lei que visa multar motoristas que dirigirem fumando na presença de crianças menores de 12 anos de idade, e mais:

Economia: financiamentos coletivos ganham força na internet.

Saúde: como conciliar alimentação saudável à rotina corrida.

Moda: loja Forever 21 inaugura em Curitiba.

Ciência: conheça Elisa Orth, vencedora do prêmio Mulheres na Ciência 2015.

Comportamento: yoga, uma prática milenar para quem busca equilíbrio.

Sociedade: sistema prisional ainda enfrenta problemas, mesmo depois da contratação de 126 agentes penitenciários.

E mais: meteorologia, trânsito, opinião, agenda cultural e boletim esportivo!

Jornal Rádio Comunicação 15.10 by Radiocomunicacao on Mixcloud

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Bienal Internacional de Curitiba ocupa o MON

A Bienal Internacional de Curitiba está em cartaz em mais de cem lugares na cidade, entre museus, centros culturais, galerias e espaços de arte. As exposições continuarão até dezembro e o conceito da edição de 2015 é “Luz do Mundo”.

Com a curadoria geral de Teixeira Coelho, neste ano a Bienal procurou priorizar a arte que vai para as ruas, trazendo ações que ganham o espaço urbano. O artista homenageado é Julio Le Parc, considerado expoente da arte contemporânea e um dos pioneiros da arte cinética. Suas obras estão expostas no Museu Oscar Niemeyer (MON). No total, são cinco espaços expositivos neste museu.

Confira fotos de algumas obras que se encontram em exposição no MON:

 

Conjuve impulsiona participação dos jovens como cidadãos

Os jovens escolhidos devem representar a diversidade de atores sociais. (Foto: Divulgação)
Os jovens escolhidos devem representar a diversidade de atores sociais.
(Foto: Divulgação)

O Conjuve (Conselho Nacional da Juventude) existe desde de 2005 e é o responsável por propor diretrizes para políticas públicas de juventude, dialogar com o Governo Federal para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre jovens, além de realizar intercâmbio entre organizações juvenis.

A artesã Paula Grassi foi conselheira da gestão 2012/2013 e era representante do segmento religioso da sociedade civil, por sua participação na Pastoral da Juventude. De acordo com ela, existe uma constante troca de experiências entre os movimentos juvenis participantes, que têm garantia de representação dentro do Conselho. “Durante o período em que atuei, o Conjuve foi protagonista na articulação e pressão pela aprovação do Estatuto da Juventude”, conta Paula.

O Conjuve é a instância nacional de participação juvenil. Os membros geralmente são indicados por já terem envolvimento com alguma entidade de caráter social, e passam a representá-la por dois anos. 

Um dos objetivos do Conselho é impulsionar a participação dos jovens enquanto cidadãos e a continuidade de uma vida pautada no coletivo e no bem comum a todos, estimulando a ideia de que a intervenção nas ruas, comunidades, escolas e no trabalho, pode somar-se à mobilização institucional junto ao poder público. “Atualmente milito na Marcha Mundial das Mulheres e também reconheço a importância dos movimentos feministas atuarem nos espaços de controle social”, conta a artesã.

Aprendizados além do trabalho

Além do impulso como cidadão, os jovens acabam ganhando experiências pessoais que levam para vida toda. Áquila Paz da Rosa, estudante de Relações Públicas, participou do Conjuve como representante dos escoteiros, e pôde participar do Fórum Global da Juventude, na Indonésia e destaca que a consciência sobre sua atuação política continua mesmo terminando a gestão no Conselho, “a vivência como representante da minha entidade num conselho de controle social foi importante inclusive para minha profissão, por ter aprendido na prática sobre advocacy e sobre o funcionamento do governo”, conta.

O Governo ainda conta com outras iniciativas para políticas públicas de Juventude, como o Juventude Viva, que reúne ações de prevenções diante a vulnerabilidade dos jovens negros a situações de violência; Juventude Rural; Estação Juventude, entre outros, que integram a SNJ, Secretaria Nacional de Juventude.

Nunca é tarde para recomeçar

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No workshop de coaching “20 e poucos e 20 e tantos”, as pessoas têm uma manhã de imersão nas suas qualidades para o desenvolvimento pessoal (Foto: Divulgação 20 e poucos e 20 e tantos)

Sessões de coaching (metodologia de desenvolvimento e capacitação humana) e centros de psicologia têm verificado, nos últimos anos, uma grande procura de jovens e adultos por uma reflexão importante: encontrar-se no mundo. Questão presente principalmente no ano do vestibular. A chamada geração Y é representante desta tendência, em que as pressões exteriores parecem tomar conta do ser humano.

Em relação à formação profissional, um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) de 2014 apontou que, a cada 100 jovens que ingressam no ensino superior em todo o país, apenas 40 concluem a graduação. Este dado alarmante reflete a falta de preparo dos jovens na hora da escolha do curso que definirá seu futuro.

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Augusto deixou a faculdade de Economia para se dedicar ao que realmente gosta: a aviação (Foto: Arquivo pessoal)

Mesmo assim, existem casos de superação. Augusto Laurindo, 28, é um deles. Quando ingressou em Economia na Universidade Federal do Paraná, jamais pensava que um dia largaria o curso no final da graduação para seguir na área de aviação. A infelicidade, mesmo com sua trajetória permeada por aprovações em trainees de multinacionais, tornou tudo evidente: ele precisava mudar de rumo.

Para tomar uma atitude, Augusto procurou uma psicóloga, com o apoio da família. “Este processo de decisão me sugou bastante e levou quase um ano para ser concluído. Ainda assim, vejo que ele foi mais assertivo, pois já estava mais velho, com bagagem de uma faculdade bem feita e experiência profissional”, conta.

A orientadora vocacional e estudante de psicologia Fernanda Roble garante que o caso de Augusto é muito comum por conta da pressão da sociedade “Os jovens têm dificuldade em identificar os interesses, habilidades e a própria autonomia, até porque não querem errar. Além do medo do futuro incerto, muitos casos são permeados pela pressão familiar, sobretudo cultural, com gerações de médicos, advogados”, exemplifica.

Durante o processo de autoconhecimento e de busca por respostas, a insatisfação profissional e pessoal pode causar uma série de distúrbios. “No geral, vemos estresse, problemas em relacionamentos, ansiedade, baixa autoestima, depressão e doenças físicas”, lista Fernanda. “Na época em que optei por mudar, me angustiou um pouco, pois não sabia como lidar com isto. Sempre dá um frio na barriga. Tive noites sem dormir também por conta do tamanho do investimento e se conseguiria dar conta”, lembra Augusto.

Religião como braço direito

Para definir uma mudança de rumo, é possível encontrar diversos cursos especializados. Como o workshop “Meu Lugar no Mundo”. A psicóloga Bianca Soprano propõe uma verdadeira imersão na vida do paciente em um autoconhecimento intenso – que vai além de uma alteração na carreira profissional. “Falo da vida antes e após a morte. Por isso, envolvo a importância da ciência, da psicologia, da filosofia da natureza humana e a importância da religião para dizer de onde vim e para onde vou. E então vamos para o mundo, incluindo o ser humano neste campo”, detalha Bianca.

Essa construção, que é muito mais profunda que uma simples consulta ao psicólogo, chega aos primórdios de cada um “No particular, eu consigo ver a forma individual e para o que ele serve. Por mais o que ele desenvolva e aperfeiçoe, ele tem uma forma. Por isso tem profissões que vão e não descem”, explica. “Apesar de o mundo ser um só, temos uma objetividade universal, mas há a subjetividade, aquilo que eu vejo, ou seja, a função que você tem no mundo”, define.

Atualmente, Augusto se mostra animado ao ter encontrado essa sua função no mundo. Agora ele está em busca de um emprego como piloto nas companhias aéreas, e sente-se realizado com a formação de mais de 3 anos. “Com certeza, após estes dois anos do início da pilotagem, me sinto feliz, seguro, realizado pessoalmente e confiante na carreira profissional a seguir”, encerra.

Experiência

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O workshop auxilia jovens e adultos a fazerem novas escolhas para decidir seu futuro (Foto: Divulgação 20 e poucos e 20 e tantos)

O Jornal Comunicação participou do workshop “20 e poucos, 20 e tantos”, conduzido por Livia Antonelli e Gustavo Scholz, no último sábado (26). O repórter Jean Gemeli conta como foi a dinâmica:

O projeto “20 e poucos, 20 e tantos” já está no seu segundo ano e foi idealizado pelo Gustavo e pela Livia depois que trabalharam juntos na área de liderança, e perceberam a dificuldade do jovem definir seu propósito. “Hoje a gente tem muitos modelos de jovens que fizeram sucesso muito cedo. E com esses modelos sendo bombardeados na mídia, as pessoas têm uma expectativa cada vez mais alta. Elas querem fazer muito sucesso e acham que vão conseguir com vinte e poucos anos achar seu rumo, criar uma empresa, fazer sucesso”, conta Gustavo.

A essência do workshop é pegar o que você tem de melhor e potencializar. Os participantes buscavam sair dessa inércia emocional e buscar mais autoconhecimento. O evento foi realizado em um sábado pela manhã e também focou em entender a nossa Geração Y, que ao contrário de nossos pais, busca a paixão pelo trabalho. O desafio é aliar isso com uma demanda da sociedade organizada pelas gerações anteriores.

Um dos conselhos que são levados das quatro horas do curso é o protagonismo da própria carreira. Focar é olhar para a própria prioridade, filtrar ações para alcançar objetivos. O participante sai do workshop sabendo como se planejar e com o desejo de continuar no autoconhecimento. “O que a gente sente é que, após o encontro, as pessoas ganham mais estrutura e se sentem mais confiantes para promover alguma mudança na vida delas. Parece que as pessoas conseguem ter maior confiança para dar um salto na vida” relata Gustavo.

Mas ele também comenta que ao participar das sessões de coaching as pessoas precisam entender que a realização, tão esperada, não está em uma caixa para você abrir e pegar, mas é um desenvolvimento constante feito através de escolhas na vida: “Você vai encontrar diversas coisas que você gosta, pois temos múltiplas competências e dentro disso você vai fazendo escolhas e criando sua vida”.

Dicas

Segundo Fernanda Roble, alguns passos são importantes para mudar de rumo:

– Partir da própria pessoa: Se a pessoa está insatisfeita, ela deve ir atrás disso contando com orientação profissional.

– Autoanálise: Quem faz a decisão é a própria pessoa. O paciente deve encontrar os seus pontos negativos, o que está deixando insatisfeito, para então achar o seu desejo e o que o faz bem.

– Planejamento: Após chegar a uma conclusão, é preciso planejar este momento para que não se cause mais frustração.

Última oferta do TOEFL ITP na UFPR

Além dos alunos, os servidores e professores podem se inscrever para o teste. O teste serve como pré requisito para participar das aulas presenciais do programa Inglês Sem Fronteiras nas universidades.

As inscrições se encerram hoje e este será a última oferta do teste deste ano. Acesse o site.

Mulheres buscam mais espaço na ciência

“Acho que todos os círculos científicos em que eu ando são, infelizmente, dominados por homens”, comenta Elisa Orth, pesquisadora, professora do Departamento de Química da UFPR e uma das sete ganhadoras do prêmio Mulheres na Ciência 2015. O prêmio é uma iniciativa da L’Oréal Brasil em parceria com Unesco Brasil e com a Academia Brasileira de Ciências (ABC). A professora Elisa foi reconhecida por suas pesquisas voltadas ao desenvolvimento de catalisadores – substâncias que aceleram reações químicas – que podem atuar em duas vertentes: no corpo humano, auxiliando na resolução de problemas genéticos ou em armas químicas, visando destruir substâncias tóxicas.

Elisa Orth coordena o Grupo de Catálise e Cinética da UFPR (Foto: Arquivo Pessoal )
Elisa Orth coordena o Grupo de Catálise e Cinética da UFPR
(Foto: Arquivo Pessoal )

A percepção de Orth acerca da predominância masculina nos ambientes científicos pode ser comprovada por números: ainda que mulheres já componham 49% dos pesquisadores cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Academia Brasileira de Ciência conta com apenas 13,5% de mulheres — número muito semelhante ao de professoras no corpo docente do Departamento de Engenharia Mecânica (Demec) da UFPR, onde apenas 13,3% dos docentes são do sexo feminino: há 52 professores e só 8 professoras.

As mulheres que conseguem entrar no mundo da ciência sofrem preconceito. O bioquímico Tim Hunt, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia 2001, fez o seguinte comentário durante uma convenção em Seul, na Coreia do Sul: “Três coisas acontecem quando há mulheres no laboratório: você se apaixona por elas, elas se apaixonam por você e elas choram quando são criticadas”. Depois de ser duramente criticado por seu comentário o cientista pediu demissão do cargo de professor honorário na University College London (UCL).

Mulheres incentivando mulheres

Há esforços sendo feitos no sentido de incentivar a participação de mulheres no campo científico. Além de servir de modelo devido às suas conquistas, Elisa Orth participa do projeto “Meninas e Jovens Fazendo Ciências Exatas, Engenharias e Computação”, programa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o CNPq e a Petrobras. No projeto, professoras cientistas vão às salas de aula de colégios públicos falar sobre ciência para meninas entre 15 e 16 anos. O projeto prevê a oferta de bolsas juniores e visitas aos laboratórios das Universidades, estreitando o contato das meninas com a ciência. “Essas políticas são bem importantes e neste sentido não só com mulheres, mas principalmente com mulheres porque existe mais esse estigma” ressalta a professora Elisa.

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