seg 18 out 2021
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Pop-up stores são alternativas para lojistas e empresários testarem estratégias

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As apostas das pop-up stores estão no design inovador e espaços acolhedores aos consumidores. (Foto: Divulgação)

As pop-up stores eclodiram em 2008, com a crise econômica americana e europeia. Os lojistas perderam suas lojas devido aos altos preços dos aluguéis, e ficaram com os produtos estocados. A partir disso, surgiu a ideia de alugar espaços por alguns dias, para que os produtos do estoque pudessem ser vendidos. Atualmente, as pop-up stores são uma alternativa para empresários, marcas e lojistas testarem os consumidores e aproximarem as marcas do público. As instalações ficam em espaços temporários, com o propósito de proporcionar uma experiência diferente da normalmente oferecida pelas lojas convencionais.

Várias marcas mundialmente conhecidas como Adidas, Heineken, North Face e Coca Cola costumam instalar pop-up stores em cidades nas quais pretendem abrir uma filial. Assim, é possível testar estratégias e detectar o nível de interesse das pessoas pela marca.

Pop-up store da Adidas em formato de caixa de sapato, na Argentina. (Foto: Divulgação)
Pop-up store da Adidas em formato de caixa de sapato, na Argentina.
(Foto: Divulgação)

O professor de Merchandising e Promoção de Vendas da UFPR, Ary Azevedo Jr., avalia a atual situação das pop-up stores como uma forma de interação do público com as marcas, gerando confiabilidade e respeito, além de ser uma maneira de testar estratégias de mercado. “Nem sempre o objetivo é o lucro, normalmente o principal objetivo é marcário. Se a experiência é positiva, o que é pop up, ou seja, sazonal, pode se perenizar. Nesse sentido, pode sim ser uma forma de testar estratégias, similarmente aos produtos, que estimulam a experimentação pelo senso de urgência, antes que acabe a promoção”, afirma.

 

Pop-up store curitibana

Na capital paranaense a ideia vem ganhando espaço entre os empresários e lojistas. A marca Ontwerp surgiu como um e-commerce de produtos na área de decoração de interiores. Ao participarem de um evento, as sócias perceberam a necessidade de uma aproximação com o público, que havia gostado dos produtos oferecidos pela loja. Assim, abriram a pop-up store própria em março e pretendem permanecer por ao menos três meses no local – Avenida Visconde de Guarapuava, 4978 – divulgando a marca e vendendo produtos de parceiros.

Interior da pop-up store da Ontwerp. (Foto: João Heim)
Interior da pop-up store da Ontwerp.
(Foto: João Heim)

As sócias da Ontwerp, Bia Franzolin e Vanessa Martins, acreditam que existem benefícios tanto para o consumidor quanto para o empresário. Bia ressalta que, na pop-up store, o consumidor tem produtos mais acessíveis e com preços negociáveis. Já Vanessa lembra as vantagens para quem vende: “A vantagem direta para o empresário é não estar amarrado num contrato de aluguel, que é um custo fixo bem pesado dentro do orçamento empresarial. Não se tem um contrato de um ano, por exemplo, e é possível testar vários pontos de uma cidade”, opina.

Um dos diferenciais da pop-up store para outras lojas comuns é o fato de a primeira prezar pela experiência que o consumidor terá no momento da compra. Bia conta que a vivência pessoal como consumidora foi importante na hora de pensar no diferencial da loja, cuja decoração não passa despercebida. Além do ambiente personalizado, a Ontwerp oferece bate-papos com artistas e parceiros todas as quintas-feiras no local e, nos sábados, proporciona oficinas de pequenas reformas ou produção de materiais em pequena escala.

A sócia acredita que comprar se tornou estressante, em vez de divertido. Ela diz que tenta resgatar essa experiência na loja. “A ideia é tornar a compra mais prazerosa e consumir não só a peça em si, mas também a experiência, vivenciar o design da peça”, afirma Bia.

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