seg 18 out 2021
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Projeto de lei proíbe o uso de narguilé por menores

Tramita na Câmara dos Vereadores de Curitiba o projeto de lei que prevê a proibição do uso do narguilé em locais públicos por menores de 18 anos. Caso aprovada, a proposição, apresentada no em janeiro, também proíbe a venda do equipamento para menores de idade.

Segundo o autor da proposta, o vereador Tito Zeglin (PDT), o objetivo é evitar os malefícios do uso do artefato. “É mais que comprovado que o narguilé é prejudicial. A intenção não é cercear o direito de ninguém. Eu me preocupo com os jovens, que podem entrar em um vício sem ter o conhecimento”, afirma.
Para o vereador, o narguilé facilita a aproximação do jovem às drogas. “Pessoas que iniciam no narguilé podem partir para o cigarro. E do cigarro para outras drogas”, diz.
O projeto de lei estabelece que os comerciantes deverão exigir documento de identificação para comprovar a maioridade dos compradores. “Restringir a venda é de fundamental importância pra diminuir o uso. Ao restringir a venda, já se faz com que o uso seja limitado”, aponta Zeglin.

Acidentes

Para Zeglin, ainda há outra motivação para o projeto de lei. “Em um curto período de tempo, tivemos dois acidentes graves com o narguilé”, diz o vereador. Em outubro de 2012, duas pessoas morreram após acidentes envolvendo o narguilé e álcool de cozinha.
Uma adolescente de 16 anos de Foz do Iguaçu teve 70% do corpo queimado após a explosão do narguilé que fumava com os amigos. Ela foi transferida para o Hospital Evangélico, em Curitiba, mas morreu oito dias depois. Também em Foz do Iguaçu, um garoto de três anos morreu depois de ser atingido pelas chamas da explosão do narguilé usado pelos familiares.
O caso mais recente é o do jovem de 16 anos de Cascavel, no oeste do estado. Após o acidente, ele foi enviado para Curitiba, onde passou mais de uma semana na UTI. Ele foi liberado na última terça-feira (5).

Prejudicial à saúde

Segundo o perito criminal em toxicologia Menyr Zaitter, existem muitos mitos que escondem os reais riscos do narguilé, como o cheiro diferenciado das essências. “Na verdade, o narguilé tem todos os riscos de outras formas de cigarro”, afirma.
Zaitter também explica que, ao contrário do que muitos pensam, á água do cachimbo de origem oriental não filtra as substâncias nocivas do tabaco. “A água minimiza, mas não elimina por completo. É como os filtros dos cigarros e, mais antigamente, das piteiras; a toxina ainda está lá”, explica Zaitter.

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