qui 21 out 2021
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19º Grito dos Excluídos é realizado em Colombo

 

Foto: Osmar Vieira
19º Grito dos Excluídos traz juventude como tema central de reivindicações

Em contraste com os tradicionais atos cívicos e comemorações em torno do dia 7 de Setembro, Dia da Independência, o Grito dos Excluídos tem por objetivo pautar a soberania nacional frente a um contexto crescente de exclusão social. Neste ano, o conjunto de manifestações populares chegou à 19º edição e trouxe diversos manifestantes às ruas de Colombo com o lema ‘Juventude que ousa lutar Constrói o Projeto Popular’. ¨A data escolhida é usada para chamar a atenção da população para uma independência que não acontece de fato¨, explica Jardel Neves Lopes, da equipe de coordenação das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), em Curitiba.

A iniciativa surgiu em 1995 com as pastorais sociais da igreja católica. O primeiro tema levantado pelo grito foi ‘A vida em primeiro lugar’. Desde então, o Grito dos Excluídos é realizado todos os anos em diversas cidades do país, em capitais e cidades do interior. Além de discutir o tema central, o Grito busca defender as lutas do dia a dia das comunidades e dos grupos sociais envolvidos. As formas de manifestação são diferentes nos lugares onde acontecem. Em algumas cidades elas procuram interferir no desfile cívico, enquanto em outras, se concretizam como passeatas, teatros, realização de seminários, entre outras ações.

No estado do Paraná, o movimento foi realizado nas cidades de Londrina e Colombo. Na Região Metropolitana de Curitiba o ato foi organizado pela arquidiocese da capital e percorreu os arredores da Paróquia Santa Terezinha de Lisieux. Diversos grupos religiosos, partidos, movimentos sociais e organizações da juventude se juntaram para promover a passeata. Além de ter a juventude como foco principal das reivindicações, os manifestantes realizaram cinco paradas para a reflexão dos temas: educação, meio ambiente, cultura, saúde e juventude.

 

Tema central: juventude

Segundo o Mapa da Violência de 2013, a taxa de mortalidade na juventude está entre 53, 4 a cada 100 mil jovens. O documento também mostra que as taxas de homicídios por armas de fogo da população negra é 88,4% maiores que a da população branca. Estes dados contextualizam algumas das faixas carregadas pelos manifestantes, que pediam o fim do extermínio da juventude negra.

Outros temas relacionados à juventude foram colocados em pauta pelo Grito, como a falta de políticas públicas direcionadas a essa faixa etária, a falta de oportunidades e educação de qualidade. ¨Nós costumamos ver a juventude como o futuro. Na verdade, essa juventude é e deve ser sempre o presente, e não pensada apenas como o amanhã. Ela precisa ser pensada e acolhida agora¨, comenta Maria Inês da Costa, Secretária da Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba.

O Levante Popular da Juventude, organização que busca contribuir na organização da juventude para a construção de um projeto popular para o Brasil, esteve entre os grupos da juventude presentes no ato. Maria Cristina de Carvalho, educadora popular e integrante do Levante, comenta que a juventude está em pauta na sociedade civil por diversas razões, entre elas a realização da Jornada Mundial da Juventude, a aprovação do Estatuto da Juventude  e a publicação do Mapa da Violência. ¨O Grito vem pra trazer a mensagem de que nós jovens estamos na rua para lutar pelos nossos direitos e nós temos nossas bandeiras¨, afirma.

 

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