seg 18 out 2021
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3 dos maiores nomes do Heavy Metal mundial se apresentam em Curitiba

A noite de terça-feira (28) foi histórica. As 15 mil pessoas presentes na Pedreira Paulo Leminski puderam assistir ao vivo monstros do Rock mundial: Motörhead, Judas Priest e Ozzy Osbourne, os últimos dois pela primeira vez na capital paranaense.

Diferente do ocorrido no show do Kiss, no qual a fila quase deu a volta na quadra e levou horas para acabar, nesta terça, os portões da Pedreira abriram às 15h30 e quem chegou a partir das 16h30 praticamente não precisou enfrentar fila. Como na maior parte dos festivais, o preço dos produtos vendidos no interior da Pedreira era altíssimo: seis reais por uma garrafa d’água, oito reais por uma lata de cerveja e dez reais por um cachorro quente.

Motörhead

Lemmy, mesmo debilitado e com 69 anos de idade, mostrou porque é um dos maiores ícones do Metal, tocando ao vivo o som único e inconfundível do Mötorhead      (Foto: Hugo Harada - Gazeta do Povo)
Lemmy, mesmo debilitado e com 69 anos de idade, mostrou porque é um dos maiores ícones do Metal, tocando ao vivo o som único e inconfundível do Mötorhead
(Foto: Hugo Harada – Gazeta do Povo)

Por volta das 18h30, Lemmy Kilmister subiu ao palco para o show do Motörhead. Um grande alívio para todos, após a banda ter cancelado a apresentação em São Paulo três dias antes por conta de um problema gástrico do vocalista, baixista e líder da banda. “We are Motörhead and we play rock and roll”, declarou Lemmy antes de começarem a tocar Shoot You in the Back. Muitas pessoas ainda não haviam chegado à Pedreira quando o power trio iniciou a apresentação. Isso talvez explique em parte a animação fraca da platéia perante estes ídolos do rock. Mesmo com 69 anos, Lemmy conseguiu desempenhar seu papel, tocando o baixo e cantando com a peculiar voz rouca. O show foi um desfile de clássicos, como Stay Clean, Metropolis e Going to Brazil.

Na parte final, o solo do baterista Mikkey Dee foi sem dúvida um dos momentos altos da noite, demonstrando toda sua habilidade com as baquetas e recebendo muitos aplausos. A última música foi Ace of Spades, que gerou algumas rodas de mosh na platéia e fez a Pedreira pular. Após sair do palco, o trio ainda retornou para tocar Overkill e encerrar em grande estilo o show que durou cerca de uma hora e dez minutos.

Judas Priest

Rob Halford do Judas Priest impressionou pela técnica vocal e fez um show impecável (Foto: Marcelo Andrade - Gazeta do Povo)
Rob Halford do Judas Priest impressionou pela técnica vocal e fez um show impecável
(Foto: Marcelo Andrade – Gazeta do Povo)

Uma hora depois, com filas enormes nos banheiros e bares durante este intervalo, o Judas Priest iniciou seu show com Dragonaut, seguida por Metal Gods, grande clássico da banda. Uma garoa fina começou a cair e se intensificou mais tarde, o que não afetou em nada o show, apesar de poder ter esfriado um pouco o ânimo do público. O vocalista Rob Halford teve uma grande noite, impressionando pela técnica e amplitude vocal, capaz de fazer vozes muito distintas; indo desde guturais graves até atingir tons altíssimos com facilidade em seus falsetes potentes. Em um show recheado com clássicos, após Breaking the Law, Rob Halford entrou no palco em uma Harley Davidson, para em seguida tocarem Hell Bent for Leather. Por fim, o público foi ao delírio com os clássicos Electric Eye, Painkiller e Living After Midnight, que encerrou o show pesado, veloz e impecável do Judas Priest.

Ozzy Osbourne

Ozzy Osbourne comandou a platéia em seu show cheio de clássicos do Black Sabbath e da carreira solo               (Foto: Marcelo Andrade - Gazeta do Povo)
Ozzy Osbourne comandou a platéia em seu show cheio de clássicos do Black Sabbath e da carreira solo
(Foto: Marcelo Andrade – Gazeta do Povo)

Mas o melhor (e mais aguardado) estava por vir. Ás 22h05 foi a vez do “Príncipe das Trevas”, Ozzy Osbourne, fazer o público da Pedreira enlouquecer. “Let the madness begin”, decretou Ozzy antes de Gus G começar a tocar o riff de Bark at the Moon. Na sequência vieram outros clássicos da década de 80,  Mr.Crowley e I Don’t Know. Ozzy interagia com o público, esguichando água e espuma com uma mangueira, pedindo que batessem palmas, pulassem e cantassem mais alto: “I can’t fucking hear you”. Mostrando estar em boa forma física e vocal, o Madman correu e pulou pelo palco, sempre agitando e estimulando a platéia. Foi a vez de Fairies Wear Boots, clássico do Black Sabbath, seguida por outras músicas da carreira solo, Suicide Solution e Road to Nowhere, que fez o público balançar os braços, regido por Ozzy. Começam então a tocar as sirenes que introduzem outro som do Sabbath, War Pigs.

Após “Rat Salad”, Ozzy deixou o palco e foi a vez de Gus G fazer seu show particular. O solo do guitarrista grego, extremamente veloz e preciso, agitou a platéia e foi seguido pelo solo de bateria de Tommy Clufetos, igualmente impressionante pela habilidade e virtuosismo. Ozzy retornou, após merecido descanso, para tocar outro clássico do Sabbath, Iron Man, cantado em coro pelo público que lotava a Pedreira. Após I Don’t Want to Change the World, Ozzy propôs um acordo: “Se vocês ficarem muito, muito loucos, nós voltamos aqui para tocar novamente!”, e assim começou a aclamada Crazy Train, que fez muitos pularem e pirarem, conforme combinado com o Madman. Paranoid, o maior hit do Black Sabbath, foi a música escolhida para encerrar essa noite histórica e regada a muito Heavy Metal, levando o público à êxtase.

 

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