seg 18 out 2021
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Após vinte e dois anos de estrada, Motorocker continua sendo uma das maiores bandas de rock do país

Uma das mais antigas e respeitadas bandas de Curitiba é o Motorocker. Seu som pesado, com influências de grupos como AC/DC e Black Sabbath, combinado com letras em português que retratam bem a realidade dos integrantes, permitiu a eles conquistar um público vasto e muito fiel. O Motorocker surgiu em 1992, com o intuito de ser uma banda de músicas próprias, e vinte e dois anos depois, os músicos do grupo afirmam que não existe concorrente para eles no Brasil. Atualmente, acabam de lançar seu novo disco intitulado Rock Brasil.

O Jornal Comunicação conversou com três dos cinco integrantes da banda. Marcelus dos Santos – vocalista e compositor -, Silvio Krüger – baixista – e Thomas Jefferson – guitarrista. A entrevista, que aconteceu em meio aos preparativos do casamento de Marcelus, no próprio local onde ele irá se casar, foi bastante descontraída, e você confere abaixo na integra.

 

Jornal Comunicação: O Motorocker surgiu como uma banda de músicas próprias a partir das composições do Marcelus. Como os outros integrantes se juntaram ao grupo?

Motorocker: Todos nós já nos conhecíamos da vida de bandas e shows aqui em Curitiba. Nem sempre estávamos tocando o estilo da nossa preferência, mas foi dessa forma que, por muito tempo, pagamos nossas contas. O que nos juntou mesmo foi a nossa amizade de antes. Quando a ideia do Motorocker apareceu, vimos a chance de unir o estilo de música que gostamos com um projeto que traria benefícios financeiros também. Fomos nos juntando. O último que entrou foi o Thomas (mais conhecido como Índio Veio), e isso já faz quase dez anos.

JC: Essa fase anterior à Motorocker de não tocar exatamente o estilo de música que vocês gostavam foi importante em outros sentidos além do retorno financeiro?

M: Foi importantíssima para ganharmos experiência no ramo. Os músicos mais antigos dizem que músico bom de verdade é aquele que já tocou até em banda de baile. Existem muitos termos técnicos e aparelhagem que só se aprende na prática. Além disso, não é sempre que tudo dá certo nos shows. Na verdade, são muito raras as vezes em que sai tudo certo. Costumamos brincar que ficamos muito desconfiados quando as coisas estão saindo certo demais. Essas experiências serviram também para aprendermos a lidar com situações adversas no próprio palco. Hoje, como Motorocker, temos muito mais noção de como sair pela tangente caso ocorra algum imprevisto.

O Motorocker é composto por Marcelus dos Santos, Luciano Pico, Thomas Jefferson, Sílvio Krüger e Juan Neto. Foto: Marco Mancinni
O Motorocker é composto por Marcelus dos Santos, Luciano Pico, Thomas Jefferson, Sílvio Krüger e Juan Neto. Foto: Marco Mancinni

JC: Para falar um pouco sobre a música de vocês, não existe, hoje, outra banda no Brasil que faça o estilo de rock que vocês fazem com letras em português. Vocês acreditam que existe uma aproximação maior do público graças a essa combinação?

M: Com toda a certeza. Acho que grande parte de magia da banda é que as letras são muito sinceras. Escrevemos sobre as nossas vidas, e, por isso, fica muito fácil para quem escuta se identificar, pois muitas vezes é a vida dos fãs também. Hoje, temos uma base de fãs muito leal e completamente maluca. Rodamos o Brasil inteiro fazendo shows e não importa a cidade, os fãs estarão lá. Tem gente que viaja 300km só pra ver a gente tocar, isso é muito gratificante. Outro motivo importante para que tenhamos tanta empatia com o nosso público é o fato de tocarmos cada show como se fosse o último dia das nossas vidas. Não importa quantas pessoas estão nos assistindo, se elas estão lá é porque gastaram dinheiro e dispuseram de tempo para ver a nossa banda, então o mínimo que podemos fazer é um show cheio de energia.

JC: Quais são os planos da banda para o próximo ano?

M: Com o casamento do Marcelus, vamos dar um tempo pelo resto do mês de outubro. Em novembro iniciamos a turnê de divulgação do Rock Brasil, que já é o segundo disco mais vendido do estilo na Galeria do Rock em São Paulo. Para o ano que vem, a ideia é sair Brasil afora em turnê, e um plano muito antecipado que está finalmente saindo do papel é a gravação de um DVD da banda.

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