seg 18 out 2021
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Curso de Engenharia Automotiva é criado para formar profissionais do setor automobilístico

Engenharia Automotiva atenderá a demanda por profissionais das montadoras em Curitiba. Foto: Lucas Panek

Uma comissão de professores de diversas áreas da engenharia foi formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) para criação do novo curso de Engenharia Automotiva. A ideia é formar profissionais que estão em falta no mercado. A comissão trabalha na aprovação da nova graduação por todas as etapas e diretrizes da Universidade e já começa a montar um rascunho da possível grade curricular – desenhada para suprir necessidades do ambiente de trabalho e que inclui disciplinas das engenharias elétrica, mecânica, civil e até design.

Segundo a presidente da comissão e professora de Engenharia Mecânica da UFPR Karin Graf, são poucos os centros de ensino que oferecem o curso no país, mesmo com grande procura do mercado. “É uma demanda que existe em todas as áreas do Brasil. O curso tem por objetivo contribuir, especificamente, para o setor automobilístico, que é muito forte na nossa região”, afirma Karin.

Serão abertas 40 vagas já no vestibular de 2015 e 80 nos anos seguintes. Um prédio novo será construído para abrigar os estudantes do curso. Porém, o projeto do local ainda não foi desenvolvido, assim como, não existem indicações de onde será realizado.

Antes da confirmação do curso, membros da comissão viajaram para a Europa para analisar o formato dos cursos lá fora, assim como visitas foram realizadas em outras faculdades brasileiras que já incluíram a engenharia no quadro de ensino, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade de São Paulo (USP).”Buscamos visitar os laboratórios e analisar o que precisaríamos para criar o curso na nossa universidade”, revela a presidente do grupo. Além disso, as reuniões no outro continente trataram também sobre a possibilidade da UFPR fechar parcerias de intercâmbios com universidades europeias.

O estudante de Engenharia Automotiva da UFSC Leonardo Hinckel acredita que o diferencial do curso é a multidisciplinaridade. “O engenheiro automotivo é diferenciado, porque usa de muitos conceitos de outras engenharias e áreas”, conta.

Para o aluno de Engenharia Elétrica da UFPR Robert Camargo a opção, no vestibular, foi feita levando em conta a preferência pelas disciplinas de exatas (matemática e física) e pela abertura de várias vagas para engenheiros no mercado. Os dois fatores poderiam levá-lo para a engenharia de automação, caso ela já existisse na Federal. “Talvez, se na época em que eu prestei o vestibular (2010), existisse o curso na UFPR, eu poderia considerar a possibilidade”, diz Camargo.

Apesar disso, Robert defende a ideia da criação da nova engenharia para desafogar a Mecânica. “O curso tem um alto índice de evasão por conta da busca de um curso específico em automação e não encontrarem nele”. Já o estudante de Engenharia Mecânica na UFPR João Ferreira diz que o curso é um exagero e que funcionaria melhor como especialização. “O que poderia ser feito seria, por exemplo, era dividir em ênfases bem definidas o curso já existente, que de certa forma já acontece com as optativas escolhidas pelos alunos”, opina Ferreira.

Funcionamento do curso em SC

Na UFSC, o curso é dividido em três ciclos. O primeiro tem duração de quatro semestres e engloba fundamentos de engenharia. O segundo conta com dois semestres e é uma escolha entre a área veicular e de transportes. O último é de quatro semestres e consiste no aprofundamento de uma subárea dentro das duas áreas vistas anteriormente. Na área veicular, são cinco especializações: automotiva, aeroespacial, ferroviária e metroviária, mecatrônica e naval. Na parte de transportes: infraestrutura, transportes/logística.

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