ter 19 out 2021
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Impressora 3D brasileira é desenvolvida e pode ser usada em casa

Um novo projeto de impressora 3D foi criado, e com ele a impressora pode ter utilidades tanto em escritórios como também dentro de casa. Criada pela startup curitibana Sigma Tic, a Graber i3 produz peças com mais rapidez que outras impressoras desse conceito e possui um valor menor no mercado. Além disso, por ser fabricada no Brasil, há uma diminuição no custo de produção e no desperdício de material. O diretor técnico da Sigma Tic, Pedro Henrique Chaves, conversou com o Jornal Comunicação sobre a Graber i3.

Para imprimir basta conectar um cartão de memória com o arquivo do produto a ser impresso. (Foto: TecMundo)

Jornal Comunicação: Quanto à máquina Graber I3, o que ela traz de diferente das outras?

PEDRO CHAVES: A diferença dela é o custo-benefício, a qualidade da impressão em comparação ao preço. Ela é uma impressora de código aberto, isso facilitou bastante para que conseguíssemos reduzir o custo de produção. Outro detalhe é que ela imprime as próprias peças de manutenção. As peças que existem um desgaste maior ele mesma imprime. O custo é inferior porque a impressora é produzida no Brasil, as outras impressoras são importadas de indústrias americanas, logo com o custo do dólar atual e os custos de importação você não consegue uma impressora da mesma qualidade da Graber por 5 a 7 mil reais. O custo dela é em média metade dos concorrentes.

JC: Por que alguém deve ter uma impressora 3D como a Graber em casa?

CHAVES: A impressora 3D pode ser usada para várias finalidades, desde o uso doméstico, para poder imprimir ferramentas e materiais que você vai precisar no dia a dia, até o uso profissional, onde se conseguem fazer moldes, peças, bonecos. Hoje o mercado de impressão 3D tem expandido bastante, muitas pessoas estão comprando as impressoras para fazer action figures (bonecos colecionáveis) e desenhos personalizados. Você pode imprimir um presente ou algum objeto que custará muito menos do que em uma loja.

A Graber I3 possui uma mesa de suporte que se aquece, facilitando a modelagem em plástico. (Foto: Divulgação)
A Graber I3 possui uma mesa de suporte que se aquece, facilitando a modelagem em plástico.
(Foto: Divulgação)

JC: Quais foram as dificuldades que vocês encontraram no desenvolvimento da impressora?

CHAVES: O conhecimento na área do 3D do pessoal no Brasil. Fora daqui você tem mais acessibilidade a produtos como este. O outro ponto é o investimento para a tecnologia do governo brasileiro. Uma vez que o governo nos permita fazer um projeto desse a um custo menor haveria mais facilidade para o cliente. Hoje o preço da impressora é basicamente por causa de imposto, portanto nós não conseguimos baixar ainda mais.

JC: A impressora 3D é algo que futuramente podemos considerar algo comum na produção?

CHAVES: Com certeza, porque daqui para frente o mercado precisa de coisas mais personalizadas e hoje a impressora 3D dá a possibilidade de você imprimir o que realmente precisa, sem fazer ajustes. Quando eu era criança assistia ao desenho dos Jetsons e havia uma impressora 3D na sala, eles apertavam o botão e saia o que eles quisessem. É exatamente isso que está acontecendo hoje. A nossa impressora funciona a base de plástico, seja ele EBS ou PLA (tipos específicos de plástico).

JC: Sobre o futuro da impressora 3D…

CHAVES: Nós buscamos viabilizar a tecnologia 3D para o consumidor final, não só as empresas. Para que ele possa utilizar o produto em seu cotidiano. Eu penso que daqui 2 ou 4 anos a impressora 3D já seja uma ferramenta para os consumidores. Essa máquina veio para suprir uma necessidade de mercado que eu acredito que dure entre 20 e 30 anos, depois ela será evoluída. Da mesma maneira que o fax foi substituído pelo e-mail, a impressora vai evoluir e imprimir com materiais diferentes, como por exemplo com tecido orgânico, até já existem pesquisas sobre este tema. A evolução é grande, a China já imprimiu um prédio em 3D em uma semana.

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