seg 18 out 2021
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Intercâmbio Social é a escolha de quem quer ajudar a sociedade, mas longe de casa

Marina Bacil, 19, ministrou oficinas de sustentabilidade e informática pelo Projeto Rondon (foto: Arquivo Pessoal)
Marina Bacil ministrou oficinas de sustentabilidade e informática pelo Projeto Rondon (Foto: Arquivo pessoal)

Para estudantes de ensino superior fazer intercâmbio está ainda mais fácil. Enquanto alguns alunos aproveitam as viagens para estudar em universidades de outros países, outros buscam praticar a solidariedade em missões por regiões menos visitadas. Trata-se do intercâmbio social. Os programas de voluntariado no exterior reúnem jovens estudantes que tenham a intenção de trabalhar em outro país. Entre as principais motivações citadas pelos participantes estão o crescimento pessoal e uma experiência diferenciada.

Uma das maiores promotoras de viagens voluntárias no Brasil é a AIESEC. A organização realiza intercâmbios em parceria com instituições ao redor do mundo. Gabriel Castedo, 20, presidente da AIESEC Curitiba, explica que “o principal objetivo dos projetos é desenvolver a liderança para que o intercambista possa causar um impacto na sociedade”.

A maior parte dos intercambistas são estudantes de 18 a 30 anos integrados no ensino superior. “São pessoas que já tiveram experiências com atividades sociais, e que voltam mais conscientes e engajadas com trabalhos em comunidades”, afirma Castedo.

Em geral, as atividades no exterior envolvem as áreas de saúde, meio ambiente, cultura e direitos humanos. O voluntário participa de iniciativas educacionais, como oficinas, workshops e cursos de línguas para pessoas em regiões menos desenvolvidas. Os países mais procurados são os da América Latina, como Argentina, Colômbia e Peru. Porém, lugares como Polônia, Rússia, Egito e Índia também são fortes destinos.

Projetos assistenciais no Brasil

O intercâmbio não fica restrito a países estrangeiros. Muitos programas brasileiros praticam o trabalho voluntário por aqui. Marina Bacil, 19, é uma das participantes desses projetos. A estudante de Engenharia Química viajou à Arara, na Paraíba, pelo Projeto Rondon – ação do Ministério de Defesa que busca universitários para levarem conhecimento a comunidades pelo país. A experiência ajudou Marina a viver uma realidade diferente do que estava acostumada “a cidade que ficamos era muito pequena, não existia nem tratamento de água quando cheguei. Vi uma parte do Brasil que até então só imaginava, mas é muito diferente. Se não visse com meus próprios olhos não iria acreditar”, conta a estudante.

O Projeto Rondon visa estimular responsabilidade social e noções de cidadania e desenvolvimento. Marina destaca a importância do contato com as populações locais: “nós não tínhamos como mudar totalmente a vida das pessoas, o que podíamos fazer era muito pouco perto do que elas precisam. Mas só pelo fato de darmos atenção, elas já ficam felizes”.

Além do Projeto Rondon, há outras iniciativas voluntárias no Brasil. Uma delas é a PJM – Pastoral Juvenil Marista. Com uma proposta voltada para a evangelização, a PJM atua em seis estados brasileiros. Outra iniciativa é o Jogo Oasis, uma ferramenta que busca mobilizar pessoas para realizar projetos de interesse coletivo. Com ênfase em comunidades, o jogo as reúne para trabalharem de forma cooperativa para satisfazer algumas necessidades locais.

Conheça mais sobre os Projetos e saiba como ajudar:

AIESEC
http://www.aiesec.org.br/

Projeto Rondon
http://projetorondon.pagina-oficial.com/

PJM
http://pjmgrupomarista.org.br/

Jogo Oasis
http://institutoelos.org/jogo-oasis/

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