ter 26 out 2021
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IV Semana Acadêmica de Artes Visuais expõe a diversidade do campo artístico

Ainda que abrigue os cursos de Música e Artes Visuais, o antigo prédio na rua Coronel Dulcídio do bairro Batel costuma ser silencioso, e por vezes invisível, ao mundo externo. Localizado a 2,8 quilômetros de distância da Reitoria, o campus DeArtes é pouco explorado pelos estudantes de outros cursos, fator encarado como desafio para o Centro Acadêmico de Artes Visuais (CAAV) na organização da IV Semana Acadêmica de Artes Visuais.

Do dia 1 a 3 de junho, alunos e comunidade puderam desfrutar palestras e oficinas que abrangeram os mais diversos âmbitos da arte: música, fotografia, dança, cinema, pintura, expressão corporal e suas combinações. “A gente não pode se acomodar. Precisamos ser híbridos”, disse Cristiane Wosniak, coordenadora e coreógrafa da companhia de dança da UFPR, o Téssera, em sua palestra sobre cinema e dança nas artes e na comunicação. A palestra foi a mais procurada da Semana Acadêmica: reuniu cerca de 45 pessoas na tarde de terça-feira (2).

Cristiane Wosniak falou sobre o desenvolvimento de sua pesquisa de doutorado, cuja inspiração foi o documentário Pina, biografia cinematografoica da dançarina e coreógrafa alemã Pina Bausch. (Créditos: Monique Portela)
Cristiane Wosniak falou sobre o desenvolvimento de sua pesquisa de doutorado, cuja inspiração foi o documentário Pina, biografia cinematografoica da dançarina e coreógrafa alemã Pina Bausch (Foto: Monique Portela)

 

Arte: um campo híbrido e plural

O caráter híbrido mencionado por Cristiane reflete bem o objetivo do CAAV ao organizar a programação da Semana Acadêmica: explicitar a pluralidade existente no campo artístico e a conversa que pode existir entre as sub-áreas. “A gente se fecha no nosso mundo aqui no DeArtes, acha que é só pintura, escultura, que é só isso que a gente pode fazer. Então procuramos o que poderia mudar um pouco o pensamento das pessoas em relação a arte”, conta Mônica Schreiber, 18, estudante do segundo ano de Artes Visuais e integrante do CAAV. A busca por gêneros artísticos que não constam na grade acadêmica do curso, tais como a dança, foi um dos critérios para a seleção dos convidados.

Público

Logo no início das inscrições, duas oficinas já estavam com vagas esgotadas: Luz Criativa na Fotografia, ministrada por Daniel Sorrentino, e Expressão Corporal, de Cristóvão de Oliveira. Estima-se que 100 pessoas tenham participado das atividades da Semana Acadêmica, sendo que 60 eram externos aos cursos de Artes Visuais e Música — o que demonstra eficácia quanto à divulgação externa. Luiza Nasser, 16, estudante do terceiro ano do Ensino Médio, soube da Semana Acadêmica por meio do Facebook. “Vim para conhecer o ambiente, ver como é o pessoal, o que falam sobre o curso”, afirma Luiza, que prestará vestibular este ano e pretende cursar Artes Visuais na UFPR ou na Faculdade de Artes do Paraná (FAP). Mas para aqueles cuja experiência de cursar Artes Visuais passou de sonho à rotina, a Semana Acadêmica serviu para dar um fôlego aos ânimos: “[A Semana Acadêmica] ajuda a trazer de volta aquela esperança que a gente perde durante o curso. Aí os alunos veem as palestras, veem que está dando certo e que tem muita coisa aí fora. Dá uma esperança”, relata Mônica Schreiber.

Legenda: Banda Marrakesh embalou o final da Semana Acadêmica de Artes Visuais (Créditos: Anna Lima)
Banda Marrakesh embalou o final da Semana Acadêmica de Artes Visuais (Foto: Anna Lima)

O encerramento ficou por conta da banda Marrakesh. Às oito da noitede quarta-feira (3), Nicholas Novak, Bruno Czarnobay, Lucas Cavallin (alunos de Música da UFPR) e Matheus Castella fizeram um show intimista em frente ao Centro Acadêmico do DeArtes — foram cerca de 10 músicas tocadas entre luzes coloridas na noite gélida de Curitiba, vencida pela venda de quentão durante o sarau. O sucesso da Semana Acadêmica animou Mônica, que entre acertos e falhas, recolhe experiências para aplicá-las em 2016: “Já estamos pensando em coisas que podemos melhorar muito mais para o ano que vem”.

 

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