sex 22 out 2021
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Jogadores de hockey inline fazem o possível para manter o esporte vivo no Brasil

A equipe do No Fear Hockey participa de torneios pelo país. São feriados ou fins de semana totalmente dedicados à prática do esporte (Foto: Divulgação No Fear Hockey)

O hockey inline é uma modalidade esportiva pouco conhecida no Brasil. Derivado do hockey no gelo, o esporte apresenta algumas diferenças técnicas do seu modelo original: a quadra tem um tamanho menor, as equipes têm um jogador a menos na quadra e as partidas são menos violentas. A principal diferença, entretanto, é o piso da quadra. Ao invés de ser jogado na neve, o hockey inline é praticado no concreto ou na madeira, e com patins de roda. Apesar de existirem esses pequenos pontos, o esporte continua o mesmo.

A falta de estrutura e a luta pela sobrevivência do esporte

Em Curitiba, um dos três representantes do esporte é o time No Fear Hockey. Formado em 2008 e atualmente composto por cerca de 25 atletas, a equipe faz o possível para manter o esporte vivo. “Não temos apoio nenhum, do Estado ou do que for”, conta Mathias Fischer, dirigente e treinador do clube. O No Fear participa de campeonatos nacionais de hockey e todas as despesas são pagas pelos próprios competidores. Seus treinos são realizados em uma quadra de futsal, cedida por um colégio estadual em Pinhais. “Se existisse uma estrutura melhor, teríamos muito mais pessoas praticando o esporte”, afirma Mathias.

Apesar da falta de apoio e estrutura, o hockey inline brasileiro se defende como pode. O país irá mandar seleções masculina e feminina para o mundial que acontece neste ano, em julho, na França. As atletas Núbia Vageti, Desirée Almeida e Amanda Kasprzak, do No Fear, foram convocadas para jogar pela seleção brasileira. Como todos os outros torneios, o mundial será pago inteiramente pelas próprias jogadoras. “A gente paga tudo do bolso, e isso é ruim, mas nunca pensamos em parar”, explica Amanda Kasprzak, de 19 anos, a mais jovem das três jogadoras que representarão o Brasil.

Perspectivas de melhoras

Os praticantes do esporte no Brasil se mostram pouco confiantes quanto à mudança do cenário no país. O dirigente do No Fear afirma que o patamar em que as estruturas se apresentam hoje é o máximo que o Brasil pode oferecer. Atualmente, a equipe procura alguma ajuda com pessoas do meio político, e planeja até mesmo fundar uma ONG de apoio ao hockey curitibano. Tudo isso, no entanto, envolve tempo e dedicação de pessoas que não dedicam suas vidas somente a isso.

O que é preciso para começar a jogar hockey

Mathias Fischer esclarece que a vontade de praticar o esporte já é suficiente para procurar praticá-lo. O treinador garante que, mesmo que não tenha existido nenhum contato com hockey antes, tudo é ensinado durante os treinamentos. Até a própria patinação não é um pré-requisito essencial, e pode ser praticada e aperfeiçoada. “O esporte com a patinação dá uma sensação de liberdade muito boa. O correr é limitado, e a patinação apresenta muito mais possibilidades. O atrativo do hockey já começa por aí”, comenta o treinador.

O elenco do No Fear Hockey é muito variado. Jogadores de todas as idades convivem e treinam juntos. As meninas e os meninos também dividem a quadra na hora dos treinamentos e os exercícios são os mesmos para todos, independentemente de qualquer característica. O ambiente dos treinos é pensado de forma que seja agradável ao grupo em geral. Uma das propostas da equipe é que todos que fazem parte dela sejam amigos e realmente se importem uns com os outros, ao invés de serem simplesmente colegas de time. Para Mathias, esse é o diferencial do No Fear.

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