sáb 23 out 2021
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Jovens impulsionam o crescimento dos partidos de esquerda no Paraná

Segundo lista divulgada recentemente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) os pequenos partidos de esquerda foram os que mais cresceram nos últimos doze meses no Paraná.  O PSTU teve o maior crescimento, 27,9% seguido do PSOL, 19,8%. Já em grandes e tradicionais partidos o números de novos filiados foram menores. Como o PSDB do Governador do Estado Beto Richa com apenas 0,16%.

Cientista político e professor da UFPR, Ricardo Costa de Oliveira alega que os pequenos partidos de esquerda sempre estiveram presentes, e com ideologias bem definidas, com projetos políticos que desenvolvem o imaginário da sociedade. Não possuem uma participação social muito ampla, tendo maior importância no âmbito de movimentos sindicais, sociais e estudantis.

Os partidos políticos de esquerda crescem todos os anos e de forma constante, diferentemente dos partidos tradicionais que geralmente filiam apenas pessoas que querem participar dos processos eleitorais como candidatos. Como se organizam a partir de uma lógica militante, os partidos de esquerda incorporam ativistas políticos antes, durante e depois dos processos eleitorais”, afirma César Fernandes, componente da direção municipal do PSOL de Curitiba.

Perfil dos novos filiados

Jovens motivados pelas causas sociais, sindicais e estudantis são os mais comuns entre os novos filiados. Foto: Annelize Tozetto.

Estes pequenos partidos de esquerda possuem grande representatividade entre os jovens, com causas sociais e estudantis, porém segundo o professor Ricardo de Oliveira, estes jovens dificilmente permanecem filiados as estes partidos quando já adultos.

Nossos militantes são geralmente ativistas políticos em sua primeira organização partidária. São normalmente jovens que atuam em coletivos ou de forma independente em diversos movimentos sociais, na Universidade, nas frentes feministas, antirracistas e antiLGBTfóbicas, na defesa do meio ambiente, no antiproibicionismo, nas pautas da cultura e de movimentos populares” relata César.

Mesmo com um maior crescimento destes partidos, o número de filiados ainda é baixo. O PSTU, que teve o maior crescimento do Estado, possui apenas 220 filiados, sendo um dos partidos com menos membros do Paraná. O PSOL que também obteve alto crescimento possui 1.360 filiados, longe dos 74.906 filiados do PDT, partido do prefeito da capital paranaense Gustavo Fruet.

Para Ricardo de Oliveira estes pequenos partidos procuram conseguir seu espaço, assim como o PSOL e o PSTU, mas que não conseguem muita votação parlamentar, muitas vezes pelo difícil cenário político do Paraná, sendo uma estrutura de parentesco, em que famílias renomadas, como a família Richa do governador do Estado, possuem maior domínio.
“O Paraná tem sido governado por um projeto político capitalista e antipopular há muitos anos. Neste sentido, o crescimento de partidos que articulam militantes políticos de diversas frentes de intervenção é, na verdade, o fortalecimento de uma alternativa de poder aos governos. O PSOL tem se consolidado em todas as esferas: nacional, estadual e municipal. Acreditamos que poderemos influir ainda mais no cenário político paranaense quando elegermos nossos primeiros parlamentares, já nas próximas eleições”, avalia César Fernandes.

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