seg 18 out 2021
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Livraria Cultura rebate críticas e diz não haver demissões em massa

Diante da repercussão da matéria publicada no Jornal Co:::unicação, o presidente da Livraria Cultura, Sérgio Herz, entrou em contato com a nossa equipe para dar voz à livraria e expor os fatos do outro ponto de vista.

CEO declara opinião da empresa sobre recente reclamação de ex-funcionários (Foto: INFO Abril)

Ele nega a compra da Livraria pelo banco Itaú, e afirma que a rede de lojas está passando por um projeto de expansão. “Desde 2000 o nosso quadro de funcionários vem crescendo, sendo que naquele ano eram 200 contratados. Até o final deste ano devemos chegar a 2.200 colaboradores”, afirma.

Apesar disso, as demissões, de fato, ocorreram em Curitiba e em outras unidades da loja, confirmadas pelo próprio presidente da empresa. A explicação de Herz segue a lógica do mercado. Segundo ele, a Livraria Cultura funciona como qualquer empresa varejista. Pesquisas apontam que neste setor existe uma rotatividade padrão de 25% ao ano. Seguindo essa tendência, uma empresa deste porte perde (e repõe) cerca de 500 funcionários por ano.

As reclamações dos funcionários em relação às condições de emprego dentro da empresa incomodaram o presidente. Segundo ele, por se tratarem de informações equivocadas. “A nossa empresa nunca fez nada diferente do que estava acordado no contrato. Nossa empresa é séria e não existe até o momento nenhum processo formalizado contra a Livraria. Nós sabemos que o trabalho em uma livraria é muitas vezes romantizado. A realidade não é essa: no final do dia o trabalho acaba sendo cansativo, o que é comum na rotina de trabalho em shoppings e grandes lojas. O que nós fazemos é tentar tornar esse dia melhor para o funcionário”, explica.

Livraria Cultura no Shopping Curitiba (Foto: Patricia Lion)

Quanto ao correio interno enviado por funcionários com as reclamações recorrentes no interior das lojas, a alegação da Livraria Cultura é de que são oferecidos outros meios de expor seus descontentamentos, uma vez que o correio interno não seria o meio adequado para essas manifestações. Herz nega que exista censura aos seus funcionários e que, pelo contrário, estão sendo tomadas iniciativas na tentativa de ouvir os empregados. “Nós criamos uma ouvidoria para que os funcionários pudessem se expressar anonimamente. Além disso, recentemente foram realizadas reuniões presenciais com as equipes das lojas da rede”, pontua.

Segundo Herz, a marca da Cultura foi construída em cima do atendimento diferenciado nas lojas, o tratamento oferecido pelos funcionários sempre foi destaque, então não vê sentido nas reclamações dos ex-funcionários. Para ele, um mal tratamento aos funcionários refletiria em um mal atendimento ao consumidor o que, segundo ele, não acontece. “A Cultura tem 65 anos e nós chegamos onde chegamos por causa de nossos funcionários. E é por isso que os tratamos bem. Essa é nossa política, sempre foi e sempre será”.

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