seg 18 out 2021
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Servidores da saúde municipal paralisam atividades contra “calote”

Servidores públicos do Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba decidiram parar as atividades por um dia nesta segunda-feira (2 de fevereiro). Entre as reivindicações estão o pagamento de horas extras devidas e de um reajuste acordado para dezembro de 2014, além de melhorias nas condições de trabalho. Os cerca de 400 servidores se concentraram pela manhã em frente ao prédio da Câmara Municipal, no Centro de Curitiba. Eles pretendem permanecer no local até o final da tarde.

Servidores públicos da saúde manifestam por melhores condições de trabalho   (Foto: Joka Madruga)
Servidores públicos da saúde manifestam por melhores condições de trabalho
(Foto: Joka Madruga)

Até o fechamento desta reportagem, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) ainda não tinha os números de unidades paradas ou da adesão dos servidores.  Adriana Claudia Kalckmann, coordenadora de comunicação da entidade, acredita que há unidades com 100% de paralisação. Ainda assim, foi mantido o atendimento a emergências nas UPA’s (Unidades de Pronto Atendimento), segundo ela.

A mobilização resultou em uma reunião entre a vice-prefeita Mirian Gonçalves e representantes dos servidores ainda pela manhã. A proposta da Prefeitura é o pagamento do reajuste em 4 parcelas a partir de março e das 3.300 horas extras devidas em 6 parcelas a partir de abril. “A administração não nega o descumprimento do acordo de reajuste. A dificuldade está no caixa da Prefeitura”, declarou a vice-prefeita. “Não é uma conta de dois mais dois. A dívida vem desde a gestão passada e estamos fazendo um esforço para que não deixemos atrasar muito as contas da Prefeitura de modo geral”, justificou.

A coordenadora do sindicato, Sônia Nazareth diz que, a princípio, não espera que a proposta seja aceita na assembleia marcada para as 18 horas de hoje. Caso não haja acordo, os servidores planejam decretar uma greve. As dívidas (horas extras e reajuste) somam mais de  R$ 1,5 milhão.

Serviço parado

A pensionista Juçara Maria Saldanha, 70, foi hoje à Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho buscar uma receita, mas não foi atendida. “Disseram que não sabem se o farmacêutico vem, por causa da greve”, reclamou. A chefia da Unidade afirmou não estar autorizada a falar sobre o assunto.

Prefeito ausente

A ausência do prefeito Gustavo Fruet na reunião de negociação causou revolta entre os servidores. A vice-prefeita declarou que Fruet estava em uma reunião sobre o transporte público da cidade.

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