sáb 16 out 2021
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Universidades estaduais deflagram greve por tempo indeterminado

Professores das universidades estaduais também se juntam aos manifestantes em frente à ALEP  (Foto: Monique Portela)
Professores das universidades estaduais também se juntam aos manifestantes em frente à ALEP
(Foto: Monique Portela)

Desde quinta-feira da semana passada (5), as universidades estaduais do Paraná anunciaram greve. A paralisação tem adesão total de todas as sete instituições. Seis delas já deflagraram a greve – falta apenas a UNIOESTE, que deve interromper as atividades no próximo sábado (14).

A categoria reivindica o pagamento imediato do terço de férias, a suspensão do projeto de lei que restringe direitos dos servidores públicos e a participação no projeto de construção da autonomia universitária. Os educadores, assim como os docentes das escolas da rede estadual e os servidores estaduais, ocupam a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

Eles esperavam pela retirada formal do chamado “pacotaço”. A votação que decidiria pela aprovação das medidas de contenção de gastos do governo foi suspensa e o projeto retirado para reexame, segundo um documento — sem assinatura a mão e timbre — em nome da Casa Civil de Beto Richa. A princípio, a maioria dos deputados se posicionou a favor da votação do pacote, em regime de comissão geral — foram 34 a favor e 19 deputados contra.

Próximos passos

Não há previsão para o final das paralisações, de acordo com Marcelo Bronosky, presidente do Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponto Grossa (Sinduepg). “A cada dia que passa mais uma instituição entra em greve. Basicamente todo o Ensino Superior está parado ou em vista de parar nos próximos dias”, afirma Bronosky. Ele ainda diz que há chances da paralisação tomar proporções maiores. “Há a possibilidade de construirmos um espaço de greve geral”, completa.

Desde o primeiro dia de greve outros setores declararam apoio aos professores, tais como agentes penitenciários, servidores do Tribunal de Contas e alunos de universidades e colégios estaduais do Paraná.

Procurada pela reportagem, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) não concedeu entrevista até a publicação desta matéria.

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