sex 30 set 2022
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Assembleia aprova a participação dos alunos na paralisação

A assembleia estudantil, convocada pelo DCE UFPR na última terça (09), discutiu questões referentes às participações do Movimento Estudantil nas mobilizações do último mês. Outro assunto debatido foi o pós greve da UFPR.
Fabiano Augusto Martins, estudante do segundo ano de Gestão de Informação, conta que esteve presente em todas as manifestações e acredita na importância dos estudantes no movimento. “Todo o tipo de mudança existente em um país começa nos jovens. Estudantes, principalmente de uma faculdade Federal, têm um nível de criticidade alto, que conhece o sistema brasileiro por estudar em uma instituição pública”, explica.

Os estudantes aderiram a paralisação nacional do dia 11. Foto: Ana Clara Tonocchi

A estudante de história, Hellen Leite de Lima, que participa do Movimento Levante Popular da Juventude, reforça que a Universidade é um espaço que deve ser aproveitado para debates e a criação da cultura política. “É muito importante que nós usemos a universidade como espaço de discussão da política e, apesar de vários coletivos, posicionamentos e leituras, muitos pontos em comum são identificados. Assim, podemos nos juntar com os trabalhadores para uma mudança melhor no país”.
Uma das decretações da noite foi a de aderir à paralisação nacional do dia 11, convocada por diversas centrais sindicais, com o objetivo de lutar por uma pauta mais ampla. Entre os temas envolvidos estão a redução da tarifa do transporte público, mais investimento na saúde e educação e reforma agrária, sem contar os pedidos específicos de respectivos setores.
Durante a assembleia, Hellen se posicionou para os presentes. “Nesse momento do dia 11, temos que entender que essa distinção entre estudantes e classe trabalhadora não existe. Nós somos a juventude da classe trabalhadora, indo para a rua juntos. Existem pautas dessa juventude que não está na Universidade que também devem ser contempladas”, completa. Um participante anônimo usou o microfone para motivar a classe estudantil. “A hora agora é de estar junto com o povo na rua, não é hora de recuar. O povo está sem organização, não tem mais referencial e nós, que temos experiência de lutas como essa, dentro da universidade, devemos ir para a rua e somar as nossas conquistas.”
Para encontrar mais informações sobre as reivindicações do Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior na paralisação do dia 11, clique aqui.

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