seg 18 out 2021
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Computação cai fisicamente para subir às ‘nuvens’

A Internet se divide em dois grupos de computadores: servidores e clientes. A primeira categoria oferece serviços, como e-mails ou redes sociais, para atender às demandas da segunda, que inclui a sua máquina, leitor. Para que essas operações virtuais tenham facilidades como acesso remoto a documentos e edição colaborativa por vários internautas simultaneamente, uma “nuvem de computadores” pode ser a solução.

Abrangência dos serviços em nuvem computacional.
Foto: Wikipedia

 

O conceito de nuvem computacional compreende uma série de servidores ligados entre si e a sistemas de gerência e armazenamento de dados. É uma infraestrutura com potencial de rodar e guardar, completamente na Internet, programas e arquivos que antes ocupavam o disco físico de um cliente. Graças ao aluguel dessa tecnologia, serviços como Facebook, Google Docs ou Flickr conseguem sustentar o arquivamento e compartilhamento de informação entre milhões de usuários.

Professor de Sistemas Operacionais na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Carlos Maziero ressalta que a computação em nuvem (em inglês, cloud computing) é um modelo de negócios tanto para empresas online consolidadas quanto novas. “Hoje você só precisa ter a ideia e desenvolver o software, seu produto. A infraestrutura, você terceiriza conforme a demanda. Há 10 anos, costumava-se investir muito dinheiro, ser proprietário de várias máquinas e manter uma equipe de suporte. Podia dar um grande prejuízo. Agora, o custo de entrada de um novo serviço na rede é baixíssimo”, explica Maziero.

Mesmo empreendimentos que não produzem tecnologia da informação têm conseguido agilizar suas atividades através de cloud computing. A editora-assistente do Jornal Rascunho, Yasmin Taketani, por exemplo, usa constantemente o programa Dropbox. “Ele ajuda a equipe do jornal a armazenar e compartilhar textos. Os funcionários podem acessar o material de casa ou do trabalho, o que facilita o processo de edição”, conta.

Segurança

Também pesquisador em segurança na Internet, Maziero adverte que compartilhar arquivos em nuvem, apesar das garantias contratuais de muitos serviços, pode ser arriscado. “Existem normativas nos governos dos Estados Unidos e de várias nações europeias que proíbem a colocação de documentos estatais no Dropbox ou em serviços similares, já que é difícil precisar em quais máquinas ou países a informação está sendo arquivada e quem pode acessá-la”, ressalta o professor.

Prof. Dr. Carlos Maziero trabalha no Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada da UTFPR.

Devido a essa insegurança, o professor recomenda que usuários criptografem arquivos contendo dados sensíveis, como cópias de documentos oficiais, antes de passá-los para pastas online. Para o acadêmico, uma boa opção é o programa TrueCrypt, que protege gratuitamente, com senha, informações confidenciais.

Embora suscite incertezas sobre segurança, a computação em nuvem parece ter um futuro mercadológico certo. De acordo com o criador e administrador do site Infowester, Emerson Alecrim, “há empresas que vislumbram um cenário onde absolutamente tudo é integrado às nuvens”. Nesse contexto, Alecrim afirma que “se você tiver uma lista online de compras de supermercado, por exemplo, sua geladeira poderá adicionar automaticamente a ela um item que acabou e que não pode faltar”. Segundo o administrador, essa integração ainda não é factível porque pressupõe conexão ininterrupta à Internet em qualquer lugar.

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