seg 18 out 2021
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Coordenador da II Semana da Foto em Curitiba defende que esta edição está mais democrática

Zawa ao lado da exposição Shanghai, que está sendo apresentada no Solar do Barão
Créditos: Rafael de Andrade

Guilherme Zawa, idealizador e coordenador da II Semana da Foto de Curitiba, traz um evento maior que o do ano passado, agora contando com fotógrafos estrangeiros e maior número de palestras, workshops e exposições. De acordo ele, a segunda edição possui uma programação mais democrática, com atividades espalhadas pela cidade para fotógrafos mais experientes e também para amadores e o público em geral.

Em entrevista ao Jornal Comunicação no Solar do Barão, o fotógrafo fala das expectativas criadas para este ano, da organização do evento e das previsões para edições futuras.

Jornal Comunicação – De onde surgiu a ideia de agitar o evento aqui em Curitiba?

Guilherme Zawa  – Surgiu numa conversa dos fotógrafos da nova geração, da necessidade de ter uma coisa pra fotografia na cidade. As escolas faziam coisas legais, faziam seus próprios encontros de fotografia, mas não tinha mais um encontro onde todas as escolas, todos os fotógrafos estavam juntos, como tem o festival de dança, festival de teatro, festival de música, que reúne todo mundo. Então nessa pegada eu falei “vamos fazer isso, a semana da foto”. Sou de gestão de projetos, trabalhei na Cruz Vermelha nessa área, então essa articulação eu já sabia fazer. A Semana veio de uma necessidade de a galera se encontrar. Estávamos precisando ter esse encontro de todo mundo.

JC – Sem a Bienal de Fotografia, Curitiba carecia de um evento desse tipo?

G.Z. – A Bienal era muito massa, mas já tem vinte anos. Nosso evento é a articulação de todo mundo, um evento grande, mas tem uma verba escassa, muito diferente do que a Bienal tinha. A Bienal era milionária, absurdamente grande. O fruto desse evento grande é o único Museu da Fotografia do Brasil, que fica aqui em Curitiba, e um acervo de fotografia que só perde pra Coleção Pirelli, do Masp. Mas a Bienal tinha um formato que tinha a grana do governo e trabalhar dessa forma é ruim porque quando a fonte seca, fecha tudo. É diferente da Semana da Foto, que é uma articulação, uma rede, onde todo mundo faz um pouco. Como não tem um apoiador só, não tem como falhar.

JC – Qual é a importância do evento para a fotografia na cidade?

G.Z. – A gente tem sete dias em que o cenário da fotografia se aquece. As pessoas ficam sabendo dos museus, sabendo dos artistas, sabendo que existe a fotografia na cidade. Lembra que tem loja e vai comprar equipamento. E também é uma semana interessane até  para o turismo, porque tem gente que vem de fora para participar.

JC – Qual é a expectativa da Semana da Foto? O que vocês querem alcançar?

G.Z. – A expectativa é criar um laço entre a Fundação Cultural e o público, o museu e o povo que está andando na calçada e não está entrando aqui (no Solar do Barão). O transeunte que passa na calçada de uma cidade extremamente cultural e não para para entrar em lugar nenhum. Então somos seres tentando fazer um “contato de terceiro grau” com esse outro ser que tá passando. A grande expectativa é botar a fotografia na rua, fazer com que o público entre e comece a participar, a estar junto.

JC – Quem está aparecendo na Semana da Foto?

G.Z. – Quem aparece mesmo são aqueles amantes da fotografia, mas que não são profissionais. Eles têm aparecido muito. São interessados pra vir ver, conhecer mais esse universo. Vimos isso agora e no ano passado.

JC – Como que é feita a seleção da programação da Semana?

G.Z. – Cada escola tem uma voz, cada parceiro tem uma voz, mas não é nada estilo Concílio de Trento, um bolo fechado. Um diz “quero trazer tal pessoa, quero que tal pessoa faça um workshop” e a gente fala “tudo bem”. Alguém fala “Eu quero que tal exposição que eu achei fantástica apareça por aqui” e a gente tenta trazer. É um grande consenso.

JC – Como alguém que trabalha com fotografia e está interessado em fazer alguma coisa – workshop ou palestra – pode participar da Semana?

G.Z. – Pode mandar um e-mail ou telefonar. A gente está superinteressado em saber quem é esse alguém.

JC – Já tem previsão para uma próxima edição?

G.Z. – Já temos previsão pra 2013 e 2014. Vai ser sempre no final do ano, novembro.

 

Confira a programação completa da II Semana da Foto em Curitiba aqui.

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