seg 18 out 2021
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Criolo arrasta multidão para a Boca Maldita no último dia da Corrente Cultural

Criolo contagiou a Boca Maldita com sua obra multifacetada e militante. Foto: Maíra Roesler

Foi para um público de mais de 40 mil pessoas, na Boca Maldita, que Criolo cantou sua música da mais fina qualidade. Chamá-lo de rapper talvez seja limitar sua obra, mas o título lhe cai bem devido à sua militância política e social inegável contra as drogas, o preconceito e a marginalização. A mistura de hip hop com samba, soul, reggae, ritmos africanos e até bolero faz de Criolo o maior expoente da nova fase do rap nacional.

O show no Palco Conexões da Corrente Cultural 2013 começou com “Duas de Cinco”, som lançado há algumas semanas e já decorado pelos fãs. Logo nos primeiros momentos da apresentação, o rapper interrompeu o show a pedido da organização, que pedia a um grupo de jovens que se amontoava em cima de uma frágil banca de revistas para que descessem, “a vida de vocês vale muito mais que um show”, exaltou Criolo.

O rapper se destaca pela interação com o público e a presença de palco. Foto: Maíra Roesler

Entre exaltações pelos jovens e pela periferia, lembrou a importância do Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. “A luta não acabou”, dizia em referência aos direitos por igualdade e dignidade.

Encerrou a apresentação com “Bogotá”, mas retornou ao palco após súplicas do público em coro por “Vasilhame”, sucesso mais querido pelos fãs e sempre pedido como “bônus”.

O primor do show de Criolo deve-se também à sua banda, com destaque ao trio de sopro e à percussão. Inseparável também durante todo o show e há 17 anos, toda a energia de DJ DanDan acompanhando nos vocais.

DJ DanDan, companheiro inseparável de Criolo. Foto: Maíra Roesler
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