qua 27 out 2021
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Cuidados com aranha-marrom devem ser redobrados no verão

Aranhas-marrons se escondem em roupas e calçados (Foto: Divulgação)
Aranhas-marrons se escondem em roupas e calçados (Foto: Divulgação)

Nos últimos 7 anos, a Região Metropolitana de Curitiba registrou mais de 20 mil acidentes com aranha-marrom, segundo dados da Sesa (Secretaria de Saúde do Estado do Paraná). Todo ano, a Prefeitura e o Governo do Estado fazem campanhas para evitar ataques de aranhas, principalmente no verão, quando as ocorrências são mais frequentes. Esse foi o caso da estudante de Publicidade e Propaganda, Bruna Slongo, de 18 anos, que procurou tratamento rápido. ”Eu percebi quando meu rosto começou a inchar muito e a picada ficou marrom”, conta.

Apesar do grande número de incidentes e do perigo das aranhas, dificilmente os casos se tornam mais complicados. Em Curitiba, o tratamento para picadas pode ser encontrado em qualquer unidade de saúde.

Ao identificar os primeiros sintomas como dor em queimação, vermelhidão, mancha roxa, inchaço, bolhas, coceira e endurecimento, que aparecem normalmente em um período de 6 a 12 horas após a picada, a pessoa com suspeita deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima para efetuar o tratamento com medicamentos (corticóides) e acompanhamento ambulatorial. ”Fui para um posto 24h (UPA) e lá me deram dipirona na veia e corticóide. Foram bem atenciosos”, afirma Bruna.

Caso a lesão já esteja evoluída ou seja mais grave, o paciente será encaminhado para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde irá receber o soro específico para o tratamento da picada de aranha-marrom e observação clínica.

Passados dias sem tratamento, a lesão pode evoluir para necroses e causar perda de tecido. Por isso, é importante buscar ajuda o mais rápido possível, logo que existir uma suspeita de picada. Se possível levar junto a aranha causadora do acidente, para auxiliar na rapidez do diagnóstico. ”Fui num posto de saúde e levei a aranha comigo, como era recomendado na internet. O médico diagnosticou na hora e me passou os remédios”, conta Caroline Duarte, estudante de 17 anos.

A aranha

A aranha-marrom habita locais escuros, secos e quentes. No verão, os casos crescem porque a aranha se expõe mais, por conta do calor, e acabamos sendo picados por acidente.  Quando adultas, elas medem cerca de 4cm, possuem uma coloração marrom e têm pernas longas e finas.
A Loxosceles (nome científico da aranha-marrom) sai em busca de alimento durante a noite. É neste momento que ela se esconde em lençóis, roupas, sapatos e toalhas.

Os acidentes acontecem quando a pessoa, ao se vestir ou durante o sono, comprime a aranha contra a pele. A picada é pouco dolorosa, fazendo com que a pessoa nem sempre perceba.

Prevenção

A principal forma de prevenção é a limpeza do ambiente. As aranhas se encontram principalmente em armários, atrás de quadros e no meio de objetos que têm pouco uso na casa. No exterior, elas vivem em entulhos de madeira e materiais de construção. ”Eu sempre procuro passar aspirador em tudo e nos cantos. Também limpo com água e um pouco de querosene”, dá a dica a diarista Rosane de Lima, de 52 anos.

É importante tomar cuidado na hora de dormir, sempre checando duas vezes a cama. Outra dica é checar as roupas antes de vestir, pois as aranhas podem se esconder dentro delas.

Telefones de emergência

156 – Telefone da Prefeitura de Curitiba para informações sobre aranha-marrom

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