seg 25 out 2021
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Curitiba aumenta passagem e perde o posto de capital com a menor tarifa no sul do país

O comparativo dos preços das passagens de ônibus das capitais do sul do Brasil mostra que Curitiba possuía o menor valor pago em dinheiro, mas com o reajuste anunciado na última terça-feira (3) , ela se mantém abaixo apenas da capital gaúcha.

Londrina, a segunda maior cidade do Paraná, cobra R$ 2,95, o mesmo valor para o pagamento com dinheiro ou cartão. O último aumento realizado na tarifa foi de 13,2%, que significa um acréscimo de aproximadamente R$ 17,15 nos gastos mensais com as passagens do transporte coletivo.

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O aumento da passagem de ônibus em Curitiba entra em vigor nesta sexta, 6 (Foto: Cesar Brustolin)

A capital do estado de Santa Catarina, Florianópolis, cobra R$ 2,77 por passagem no cartão e R$ 2,95 para pagamento em dinheiro. Em seu último reajuste, o valor da passagem aumentou 4,33%, que gerou um gasto de R$ 5,75 a mais ao cidadão depois do reajuste.

A maior cidade do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, possui a tarifa mais cara das capitais do sul brasileiro. A tarifa na capital gaúcha é de R$ 3,95 pagos em dinheiro e no cartão. Com seu último ajuste de 18,3%, o usuário gasta, em média, R$ 31,70 a mais todo mês para utilizar o transporte todos os dias.

O valor da passagem na capital paranaense passará, a partir dá próxima sexta, de R$ 2,85 para R$ 3,15 no cartão e R$ 3,30 em dinheiro. A passagem teve um aumento de 10,52%, isso significa em média um aumento de R$ 15,40 mensais ao curitibano.

O aumento da passagem em Curitiba gera discussão, tanto em relação ao custo quanto ao serviço oferecido. O sistema de transporte público curitibano, que já foi referência nacional, apresenta atualmente uma estagnação nos serviços.

Uma perspectiva

A prefeitura de Curitiba alega que o aumento no valor da passagem é devido ao contrato assinado com as empresas de ônibus que prevê a revisão da tarifa técnica no segundo mês de cada ano. Motivos para o reajuste são o aumento do salário de motoristas e cobradores, os combustíveis e a manutenção dos veículos.

Alternativas sobre o transporte não faltam, como no município carioca de Maricá, que contrasta todas perspectivas de aumento de passagem por todo o país. A cidade é a primeira com mais de 100 mil habitantes a implantar o sistema em que a prefeitura banca o transporte.

Em Maricá, os ônibus cedidos pela prefeitura realizam o mesmo trajeto dos coletivos das empresas, mas a diferença é que os da prefeitura são gratuitos. O sistema funciona devido a um investimento do governo municipal que comprou dez ônibus e contratou 29 funcionários temporários por 12 meses. A cidade ainda possui ônibus que pertencem às empresas, mas estes veículos agora sofrem com a falta de passageiros.

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