sáb 16 out 2021
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DCE quer saber a opinião de alunos perante as mobilizações nacionais

Diante do recente movimento nacional contra o aumento das tarifas do transporte público, que levou e continua levando milhares de pessoas às ruas, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPR convocou uma reunião do Conselho de Entidades de Base (CEB) para discutir a entrada e o posicionamento do movimento estudantil nesta conjuntura. A reunião ocorreu na última quinta (27) no prédio D. Pedro II da reitoria da universidade e contou com a presença de cerca de 50 alunos entre representes dos Centros Acadêmicos (CAs), Diretórios Acadêmicos (DAs) e espectadores. Além dos alunos, estava presente na reunião André Machado, diretor do sindicato dos bancários e um dos organizadores da plenária popular dos transportes.

Para Marcus Vinícius, coordenador geral da gestão ‘Quem Vem com Tudo não Cansa’, o movimento estudantil pode ajudar a agregar mais pessoas e politizar as manifestações. “O Movimento Estudantil como um todo, não só o da UFPR, é um movimento jovem e, justamente por isso, é capaz de potencializar ainda mais as mobilizações atuais. Temos várias entidades que há muito tempo se organizam nos cursos, os Centros Acadêmicos, capazes de disseminar as pautas e os debates entre os estudantes”, afirma.

Alunos se reuniram na última quinta feira representando CA’s e DA’s da UFPR.
Foto: Ana Carolina Maoski

 

Conjuntura Atual

A proposta era debater e analisar a conjuntura atual dos movimentos populares. Para André Machado, que iniciou a discussão do tema, há muita positividade em tudo que vem ocorrendo. Segundo ele, essa mobilização em massa possibilitou que pautas difíceis de serem discutidas fossem debatidas no espaço público. A necessidade agora é a criação de pautas concretas e, acima de tudo, congregar todas as classes. Machado acredita que unificar é a palavra central do momento, mas essa opinião não foi unânime. A grande maioria dos presentes viu o movimento de forma positiva, mas para muitos não há como deixar passar em branco as diferenças ideológicas. Para o estudante de psicologia Luan Galindo, a separação entre Direita e Esquerda é bem clara e não pode ser ignorada.

O foco das pautas também gerou discordância. Alguns grupos defenderam a ampliação dos temas, de forma que eles atingissem outros setores da sociedade. Lays Gonçalves da Silva, estudante de Ciências Sociais, afirma que o momento agora é importante para racionalizar e avançar nas pautas propostas. O movimento estudantil defenderá a proposta de Passe Livre estudantil, inspirados pela conquista na região metropolitana de Porto Alegre, assim como a melhora nos serviços de transporte dentro da universidade (Intercampi).

 

Estender a discussão

A palavra capilarizar foi usada em muitos momentos do debate. Nesse sentido foi acordado que os estudantes têm a função de ampliar o debate que está acontecendo nas universidades para outros espaços, permitindo que mais pessoas tenham parâmetros para compreender e discutir o que está acontecendo. Essa atitude também intenciona chamar para o movimento quem ainda não participou de nenhuma ação.

Em um primeiro momento, o DCE irá convocar uma assembleia geral dos estudantes. Dois pontos serão pautados: os movimentos de luta pelo transporte e a inserção do movimento estudantil e uma análise do Pós-Greve na universidade. A assembleia está marcada para o dia 9 de Julho. Além disso, o DCE definiu apoio a Frente de Luta pelo transporte, que está promovendo diversas atividades e atos públicos. Da mesma forma, o movimento estudantil irá apoiar a paralisação dos professores e servidores que acontecerá no dia 11 de julho.

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