qua 27 out 2021
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Falta de calendário pejudica times do interior

Federação estuda possibilidade de campeonato para clubes do interior. Proposta deverá ser apresentada até o final de julho.
 Foto: Divulgação

O Campeonato Paranaense não abre apenas duas chances para times interioranos entrarem na série D do Campeonato Brasileiro, mas também oportunidades milionárias para investimentos financeiros de torcedores e patrocinadores. O Londrina e o J. Malucelli foram os clubes classificados neste ano para o Brasileirão da série D.

A falta de calendário dos times que não conseguiram classificação, para o gerente de futebol do Cianorte, Adir Kist, acarreta emprestar atletas ou rescindir contratos. “Isso é lamentável”, diz Kist. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) estima que sejam milhares de empregos perdidos no segundo semestre de cada ano, já que se trata de um problema que afeta não apenas os jogadores, mas também mercados associados aos clubes.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) alterou, no ano passado, as regras de composição da série D. O número de competidores caiu de 40 para 32, destes sendo quatro rebaixados da série C, um representante de cada uma das 27 federações e mais o quinto colocado na série D anterior, que foi o Cianorte. Apesar de ter recebido uma confirmação oficial da CBF sobre a vaga em outubro, o time paranaense não vai mais disputar o Brasileirão 2013. A maioria das unidades federativas não aprovou o novo regulamento e ele acabou sendo revogado.

De acordo com Kist, os prejuízos do clube podem somar até R$ 3 milhões, devido aos investimentos e contratos já programados para o segundo semestre. “É muito complicado, porque não temos um plano B”, avalia o gerente. O que resta no calendário de 2013 para o Cianorte é o mesmo para o Rio Branco: o Campeonato Estadual Juvenil.

O secretário da diretoria do Rio Branco, Tiago Campos, pondera que talvez uma competição paralela, entre os times do interior em contexto estadual ou regional, solucione a falta de calendário. Com um pensamento similar, Kist inclusive faz referência à Copa do Nordeste, que é uma oportunidade adicional para clubes menores competirem.

Na opinião do gerente, padronizar uma disputa interestadual poderia fortalecer equipes como o Cianorte, que costumam abastecer times da capital com talentos. “Para continuar alimentando os maiores, os pequenos precisam competir no segundo semestre, ter sobrevida, não viver em situação precária. Se ficarmos com um estadual precário, nossos grandes vão pra o brasileiro precariamente”, enfatiza Kist.

Segundo Campos, uma dificuldade para um campeonato paralelo seria atrair público, já que provavelmente não contaria com a participação de times da capital, ocupados com o Brasileirão. “A não ser que essa competição desse, por exemplo, algum tipo de garantia de continuidade, como uma vaga na série D ou na Copa do Brasil do próximo ano. Aí teria um atrativo a mais”, ressalva.

Outro desafio, de acordo com a assessoria da FPF, seria financeiro. Haveria o risco de enfraquecer o orçamento dos clubes para o Campeonato Paranaense. Por isso, a Copa Paraná, que teve seis edições de segundo semestre, foi cancelada em 2009. Não houve interesse dos times do interior, mesmo com oferecimento de vaga na série D do ano seguinte e na Copa do Brasil dois anos depois.

A FPF está estudando possibilidades de copa estadual ou regional para suprir essa necessidade de calendário. A previsão é de que alguma alternativa seja sugerida à CBF até o final de julho.

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