seg 18 out 2021
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Fundação Cultural de Curitiba cogita novo conselho para repensar as atividades da Cinemateca

Cinemateca de Curitiba
Inaugurada em 22 de abril de 1998, a Cinemateca resgatou, através de um projeto de pesquisa e recuperação, os primeiros filmes paranaenses.

Localizada no São Francisco, bairro histórico e turístico da capital paranaense, a Cinemateca de Curitiba tem a função de preservar a memória cinematográfica da cidade. Um amplo acervo de filmes e documentários, equipamentos relacionados a cinema, cartazes e dados encontram-se disponíveis para consulta em um prédio de esquina na Rua Presidente Carlos Cavalcanti. Mas, apesar de rica, sua coleção de películas, vídeos e DVDs é mal utilizada. O mesmo filme é apresentado por longos períodos, o que reduz da efetividade do projeto. Uma das propostas do espaço é oferecer sessões diárias, vespertinas e noturnas, com produções mundiais, nacionais e locais de cinema autoral.

Lucas Felipe Karasinski é aluno do curso pré-vestibular Positivo e quer ser médico. A intensa rotina de estudos e o clima de aprendizado incentivam o estudante a procurar um lazer cultural em seus raros momentos de descanso. Quando pode, Lucas comparece às sessões oferecidas pela Cinemateca. “São filmes difíceis de encontrar em outros lugares e alguns são muito interessantes. É uma ‘carga’ a mais para que eu encare o vestibular”, conta. Porém, a longa exibição de um único filme é um problema para o futuro médico. “É ruim querer assistir algum filme e estar lá o mesmo que você já viu”, desabafa.
Para tentar resolver a questão, a ideia de reunir um novo conselho de planejamento para administrar as atividades da Cinemateca foi levada em consideração pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC). O conselho ainda não é oficial, mas, entre os nomes cotados, estão o comentarista de cinema da Transamérica Light, Marden Machado, e o jornalista, roteirista e cineasta premiado, Rafael Urban. “A FCC precisou rever a decisão de criar o seu Conselho de Cinema, ao menos nesse momento. Há questões jurídicas a serem resolvidas para o empossamento dos membros”, diz Diogo Dreyer, diretor de comunicação da FCC.

Dreyer não acredita que haja problemas com a exibição do acervo. Ele argumenta que o espaço apresenta sessões que são sucesso de público. “A intenção, a partir de agora, é definir conceitos para os dois cinemas atualmente sob responsabilidade da Fundação – a Cinemateca e o Guarani, no Portão Cultural –, para que passem a atrair públicos regulares e maiores”, alega. O mês de setembro exibiu o filme Ran, de Akira Kurosawa. O próximo mostrará Fitzcarraldo, de Werner Herzog.
Já Ana Lazzari, colega de Lucas Felipe, acredita que a Cinemateca poderia oferecer uma gama mais variada de filmes em um período mais curto de tempo. “Exibir um mesmo filme durante vários dias é uma maneira de repelir o público que já viu a produção e que está curioso por conhecer outras”, afirma. Os amigos costumam assistir a sessões juntos, vez ou outra, mas a demora em trocar a produção em cartaz desanima os jovens.

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