dom 17 out 2021
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Internet móvel de quarta geração já opera em Curitiba

Operadora é a primeira a oferecer o serviço 4G na cidade.

Desde o dia 4 de fevereiro, a capital do Paraná conta com a quarta geração (4G) de internet móvel, sendo a segunda a disponibilizar o serviço no país. Ofertada pela operadora Claro, a tecnologia é uma evolução do antigo 3G, e promete ganho na velocidade e melhora em outras experiências, como execução de vídeos, músicas, imagens e e transferência de voz.

Em Curitiba, a tecnologia opera com a capacidade de 5Mhz para envio e 5Mhz para recebimento de dados. Gradativamente, com a liberação do espectro, aumentará a quantidade até atingir 20Mhz+20Mhz, capacidade adquirida pela Claro em leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em junho de 2012.

Nesse leilão, as operadoras que compraram as concessões se comprometeram a oferecer o serviço em todas as cidades-sede da Copa das Confederações (que se realizará em junho) até o mês de abril, e em todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 até o mês dezembro. Apesar de Curitiba não sediar o evento desse ano, é a segunda cidade, atrás de Recife, a implantar o 4G, provavelmente em razão do potencial do mercado.

Outras operadoras também compraram concessões para implantação da tecnologia na cidade, e devem começar a operar em breve.

Vantagens do 4G

A internet móvel de quarta geração promete ser revolucionária, comparada a geração anterior. A capacidade de transmissão de dados é muito maior, oferecendo a possibilidade explorar melhor serviços de vídeo, imagens, áudio e voz. O professor de telecomunicações da UFPR, Roberto Heinrich, explica melhor: “O grande apelo do 4G é que ele vai poder chegar na faixa dos 100 milhões de bites que podem ser transmitidos, em reação ao 3G que tem capacidade de 7 milhões”.

Para o professor, essa revolução foi muito rápida, comparada com a evolução das outras gerações. “As operadoras compraram a concessão do 3G e nem foi muito usado”, fala. Algumas das metas estipuladas no leilão da concessão do 3G, em 2008, nem chegaram a ser totalmente cumpridas.

Cidades que já contam com 4G da operadora.
Áreas com serviço 4G ofertado no Brasil. Por enquanto, apenas operadora Claro disponibiliza a tecnologia.
Fonte imagem: Claro

O preço do serviço

O professor Heinrich acredita que, se o 4G passar a operar na faixa de 700Mhz, os aparelhos 4G se tornem mais baratos. “O celular compatível é a parte cara do sistema. Mas depois que produzem em grande escala, o preço sempre baixa bastante, e o mundo produz muito mais os aparelhos dessa frequência”, diz.

A tendência é que, com o lançamento da nova tecnologia, os celulares 3G tenham também seu preço reduzido.

Velocidade atrativa para o consumidor

Diter Braatz tem 28 anos e trabalha na área da informática. Ele usa esporadicamente um modem de internet 3G da Vivo, em seu notebook, mas reclama da velocidade. A princípio, não tinha planos de mudar o serviço, mas considera a possibilidade caso a internet fique mais ágil. “O modem 3G opera com 1 ou 2 mega. Se o 4G operar com 3 ou 4, de forma estável, mudaria de aparelho e de operadora sim”, avalia. Com a rápida pesquisa, Braatz não considerou os preços dos planos da Claro exorbitantes.

Frequência no Brasil é diferente de outros países

Diversos países já estão há algum tempo explorando essa tecnologia. Ela é muito usada em países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Mesmo assim, aparelhos fabricados lá não podem ser usados no Brasil. Isso porque a frequência em que operam esses aparelhos são diferentes. Por enquanto, o país opera na faixa de 2.5GHz.

A pretendida mudança da televisão analógica para o sinal digital liberará as faixas de frequência de 700Mhz (a mesma utilizada pelos outros países), que tem maior possibilidade de tráfego de dados, além de maior alcance. Para a liberação dessas faixas, as operadoras estão ajudando as emissoras de TV a fazerem a migração para a tecnologia digital. “Quando isso acontecer, um novo leilão de freqüência será realizado, provavelmente no ano que vem”, calcula Heinrich.

Entenda o 4G: da primeira até a quarta geração

Segundo o professor de telecomunicações da UFPR, Roberto Heinrich, existem dois “mundos” na telefonia móvel: O mundo do circuito, que está disponível para transferência de dados durante todo o tempo (mesmo quando não se está usando); e o mundo dos pacotes, que se baseia em informações digitalizadas, que são encaminhadas para endereços através de informações e dados partilhados (como o Protocolo de Endereçamento, o IP).

  • Em celulares, a primeira geração foi totalmente analógica, seguindo a lógica dos circuitos.
  • Já a segunda geração veio com o celular digital, com uma pequena parte que já podia comunicar dados, mas ainda de “mundo do circuito”.
  • A terceira geração deu um grande e importante salto, vindo com a capacidade de transmitir dados, baseado em circuito, mas transformado em pacotes.
  • Mas quarta geração é totalmente pacote, voltada para transmissão de dados. Como explica o professor Heinrich, “a rede foi concebida para ser totalmente internet. Agora, o secundário é a voz”.
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