seg 18 out 2021
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MMA: A luta que diz não à violência

Andréia Oro, 29 anos, lutadora
profissional de Muay Thai.

 

Curitiba é considerada um dos pólos formadores de lutadores do país. Matheus Oro Del Vigna tem 12 anos de idade e treina Muay Thai há quatro. A luta, que faz parte do MMA (artes marciais mistas, tradução do inglês), vem conquistando espaço no cenário esportivo brasileiro com os eventos de UFC. Nesse panorama, Matheus sonha ser um dos lutadores profissionais a despontar pela nação.

Sua paixão é hereditária. Andréia Oro, 29, é mãe de Matheus e lutadora profissional de Muay Thai, além de praticar Jiu Jitsu. Competidora no cenário nacional — prata no campeonato brasileiro de Muay Thai Tradicional de 2010 —, ela conta que por intermédio do marido, professor em academia, começou a entrar na filosofia das artes marciais. Hoje, depois de quatro anos e meio de treinamento pesado, ela luta por prazer e para manter a boa forma.

O esporte nasceu do “Vale-Tudo” brasileiro e caracteriza-se por permitir que o praticante lute em pé ou na luta de chão. A riqueza de golpes fica por conta da misturas de todas as artes marciais. Conta com técnicas de braços, pés, imobilizações, cotovelos, punhos, entre outros, e pode ser praticado de forma regular ou em campeonatos.

Wagner Nega, professor na Academia Gouchi, conta que a maioria dessas lutas são antigas e orientais e, por essa razão, a disciplina é o foco principal. “Não existe violência. Mesmo nas competições, o que entra em jogo é a técnica. Se um cara chega aqui na academia dando um soco de rua, já o cortamos”, explica o professor. Andreia Oro confirma e diz que existem punições para quem usa de violência. “Há muita disciplina dentro das artes marciais, é algo que se deve seguir rigorosamente. As pessoas que treinam não brigam em ruas, pois há punições severas, como exclusão da equipe”, ressalta a lutadora.

O treinador Wagner Nega comenta que as colunas sociais tomaram um papel importante na divulgação do esporte. “Por causa das atrizes que fazem Muay Thai para manter a forma física, muitas pessoas passaram a frequentar a academia”, revela o instrutor. O esporte serve também como forma de buscar o equilíbrio da vida social. “Tenho horário certinho para tudo, hora de treinar, hora de levar as crianças para escola, para fazer o almoço e para os afazeres de casa. Disciplina e compromisso até mesmo nos horários”, conta a vice-campeã brasileira.

Apesar de vivenciar de perto a rotina pesada dos treinos da mãe, do pai e dos parentes, Matheus Del Vigna não se rende e luta pelo reconhecimento. A mãe coloca suas fichas nele. “Ele quer seguir a carreira do pai. Expliquei que não é fácil, é muita disciplina, mas o bichinho está disposto e está no caminho certo, ainda vão ouvir falar dele”.

 

A rotina de um lutador

Andréia Oro elencou os principais pontos do dia-a-dia de um atleta voltado para o MMA. Com treinos bem puxados, ela faz duas baterias por dia — de uma hora e meia cada, de segunda à sexta-feira. Para completar os exercícios ela corre, três vezes por semana, cerca de 70km. “Quando tenho campeonato, não paro com os treinos nem em feriados”, revela. Outro ponto importante é a dieta que precisa ser controlada por especialistas, uma vez que precisa manter o peso para as competições, mas também não pode perder a força. Além disso, algumas escolhas são importantes ao se tornar profissional, como por exemplo não usar drogas, beber líquidos que contenham álcool e sair para festas desgastantes.

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