sáb 23 out 2021
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O problema da periodicidade

Desde 2009, o Jornal Comunicação enfrenta todos os meses problemas de impressão e distribuição dos jornais impressos. Quando manifestações da Reitoria da Universidade avançam no sentido de dar importância ao Curso de Comunicação Social, a impressão para os estudantes que compõem o jornal é bem clara: não existir dinheiro (ou existir milhares de problemas) para impressão e distribuição do jornal laboratório (que deveria ser um dos carros-chefes desse curso) é uma declaração clara de que a Universidade praticamente fecha os seus olhos em relação ao Jornalismo.

Em relação a distribuição, ela simplesmente inexiste. Se os repórteres, editores e secretários (e até o professor responsável pela disciplina) quiserem exercer a função de jornaleiros, ótimo: o jornal chega em alguma escala nos campi da Universidade em Curitiba. Caso contrário, ele fica encalhado numa sala do Departamento de Comunicação.

Dito isso, podemos analisar o problema da periodicidade do Jornal Comunicação também do ponto de vista jornalístico. Em 2012, até agora, foram impressos quatro jornais, que deveriam ser mensais durante o período letivo. Ou seja, no primeiro semestre seriam quatro (março, abril, maio e junho) e mais quatro no segundo semestre (agosto, setembro, outubro, novembro). Claro que em 2012, por decorrência da greve, essa lógica se altera, mas uma vez o período letivo reestabelecido, as coisas deveriam voltar ao normal.

Não voltaram.

Tivemos, até hoje, pouco menos de seis meses de período letivo em 2012, foram quatro jornais. A equipe decidiu não mais colocar a data, como é de se esperar em um jornal, mas sim, por exemplo, “edição 03, 2012”. A edição 3 saiu depois da edição 4. Creio que aos poucos a questão da periodicidade se resolva, uma vez que, segundo informa a Secretaria de Redação, o problema com o orçamento da Universidade foi resolvido em 2012. Porém, enquanto isso, essa questão leva à perda de qualidade das próprias matérias do jornal.

Por exemplo, na edição 3, que chegou impressa à Universidade nesta semana. Na matéria sobre o código florestal (“Dilma vetou, e agora?”), os vetos a que a matéria se refere datam de 25 /05, assim como a Rio +20, usada como gancho na matéria, foi em junho.

Na matéria “Quanto pesa sua mochila?”, as informações dadas pelo jornal dizem que o projeto de Lei está sendo encaminhado para a Comissão de Educação da Alep. Na verdade, a mais recente movimentação do projeto foi no dia 11/09, na Comissão de Saúde Pública (o trâmite na Comissão de Educação se encerrou no dia 06/09). O projeto já obteve parecer favorável também na Comissão de Saúde Pública, no dia 20/11.

A matéria “Uma câmera na mão dos moradores da Vila das Torres” encerra dando o panorama do programa com a posse de Ana de Hollanda no Ministério da Cultura. Esse fato ocorreu no início de 2011. Desde setembro de 2012, Ana de Hollanda já não é a Ministra da Cultura.

O que estou tentando dizer é que os fatos e as conjunturas (objeto de estudo, análise e divulgação por parte de um jornal) mudam constantemente: um jornal que queira carregar uma imagem de credibilidade perante ao seu leitor deve estar atento nesse sentido.

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Ombudsman
O ombudsman é um jornalista (no caso do Comunicação, um estudante de Jornalismo) designado para a função de ouvidor de um jornal. É ele quem faz a crítica interna do veículo, quem recebe, analisa e repassa as críticas e sugestões dos leitores e quem produz, periodicamente, uma coluna com as reflexões referentes a esse trabalho. O cargo existe no Brasil desde setembro de 1989, quando a Folha de S. Paulo instituiu seu primeiro ombudsman.

É importante lembrar que o ombudsman oferece uma das leituras possíveis sobre o conteúdo veiculado no jornal, e não um julgamento definitivo de valor. As opiniões aqui expressas não representam o posicionamento oficial do Comunicação e partem de leituras subjetivas.

No Comunicação, o cargo de ombudsman é exercido pelo estudante do 8º período de jornalismo Guilherme Sobota, que já foi repórter e editor do jornal.

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