qui 21 out 2021
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Mesmo morando em Curitiba, surfistas dedicam tempo livre às ondas

Ricardo Spirandelli mora em Curitiba, mas aproveita o tempo livre no mar

O litoral do Paraná – mesmo que não tão valorizado pelos turistas – é muito procurado pelos surfistas durante o ano todo. Morar na capital faz com que os fãs do esporte almejem ainda mais o contato com o mar. A paixão pelo surfe conquista gente de todas as idades e das mais variadas profissões. O controlador de voo, Diego Rampon (27) diz que a adrenalina faz com que ele goste do esporte. “O mar dá a sensação de que posso descarregar as minhas energias negativas. O senso de aventura me move”, afirma.

O gosto pelo surfe, em muitos casos, começa na infância. A maioria dos surfistas conheceu a praia quando criança e ganhou uma prancha ainda nesse período. O estudante de Química Ricardo Spirandelli afirma que foi presenteado com um equipamento há dez anos e se apaixonou pelo esporte na praia de Matinhos. “Eu tinha uns doze anos. Na época, meus primos já surfavam e, então, fui influenciado”, conta.

Surfistas com uma causa

Spirandelli é um dos jovens que frequenta a Associação Surfistas de Cristo (ASC). Ele foi apresentado ao grupo através de um amigo há seis anos e comenta que a satisfação de fazer parte do projeto é muito grande. “Eu sinto que a ASC me aproxima de Deus e acabo me relacionando com muita gente legal”, relata.

A ASC é um braço da organização internacional Christian Surfers, fundada em 1970 por um grupo de surfistas adolescentes na Austrália. Os Surfistas de Cristo atuam no Brasil desde 1990, mas só se afiliaram à associação internacional em 2001. O fundador da ASC Paraná, Mauri Teixeira, afirma que o contato com a religião e com os outros surfistas é de grande valor para todos. “As pessoas que frequentam o grupo nem sempre surfam. Elas o fazem porque gostam do ambiente e de como a religião é cultuada”, conta Teixeira.

A artista plástica Vanessa Bugalski é um exemplo de integrante que comparece aos encontros semanais, mas não tem o costume de subir no deck da prancha. “O melhor é poder evoluir religiosamente num ambiente de amizade. A galera é bem receptiva”, garante. Ela ainda comenta que chegou a participar da escolinha de surfe promovida nos surfcamps – viagens que ocorrem duas vezes por ano – porém ainda não tem habilidade suficiente. “Eu já ando de skate, mas ainda falta tempo para me dedicar ao surfe por causa do trabalho”, confessa.

O culto funciona como um ponto de encontro para as pessoas que gostam da modalidade. Na maior parte do tempo, uma banda formada por integrantes da ASC toca músicas que envolvem os presentes. No final das reuniões, um organizador dá os serviços da associação e informa data e horário da próxima van para o litoral. Além disso, um responsável relata a previsão do tempo na praia, para que todos saibam o que esperar das ondas.

“O surfe é um esporte diferenciado, no qual se tem pleno contato com a natureza e com o Criador”, garante o estudante de Engenharia Civil Brenno Mattei. “Ele (o esporte) é capaz de levar todas suas preocupações e fazer você curtir o momento”, completa. O jovem afirma que surfa todos os finais de semana desde 2008. Mattei alia a modalidade à prática do futebol e do basquete. O estudante teve acesso ao surfe através de um amigo, que lhe deu a primeira prancha há cinco anos.

Spirandelli aproveita o tempo livre para se dedicar ao esporte

Na companhia dos amigos

Por questões de segurança, os surfistas que viajam até o litoral costumam ir à praia em grupo, como comenta Rampon. “Normalmente, vou acompanhado de dois ou três amigos, para aumentar a confiança. Isso também faz com que a viagem saia mais barata e aumenta a diversão”, afirma o controlador. Ele conta que desce a serra sempre que tem um tempo livre e pisa na areia pelo menos quatro vezes por mês. Os destinos comuns de Rampon são a Praia Brava e o Pico de Matinhos. Quando pode variar, o surfista gosta de ir para São Francisco, no litoral catarinense.

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