sex 22 out 2021
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Olhar de Cinema pretende fincar raízes no cenário curitibano

A identidade visual do festival também é baseada no enraizamento, que é o foco da terceira edição do Olhar
(Foto: Divulgação Festival Internacional de Curitiba)

Pra quem é cinéfilo de carteirinha, o fim deste mês vai ser um prato cheio. De 28 de maio a 5 de junho, acontecerá em Curitiba a terceira edição do Olhar de Cinema. O festival internacional reúne oficinas, debates e seminários relacionados ao mundo da sétima arte, com sete mostras diferentes. O destaque dessa edição é o Olhar Retrospectivo, que trará 10 dos 13 longas do diretor americano Stanley Kubrick, consagrado na crítica internacional como um dos gigantes da história cinematográfica.

Dos 2.525 filmes inscritos – 594 longas e 1.931 curtas – apenas 80 foram selecionados, sendo 33 longas e 47 curtas, de 17 países diferentes. Fora esses, há ainda os da retrospectiva, resultando num total de 95 películas a serem exibidas nos nove dias de duração do evento. Além das exibições, a programação inclui o III Seminário de Cinema de Curitiba. Serão três oficinas, três mesas de debates, uma masterclass, uma palestra e o lançamento de três livros.

Preparação

Em coletiva realizada na primeira semana de maio na Grafo Audiovisual, empresa responsável pela realização do festival, os sócios e diretores Aly Muritiba, Marisa Merlo e Antônio Junior contaram suas expectativas, dificuldades e novidades para essa terceira edição. Segundo eles, a maior mudança foi a redefinição das mostras competitivas, em que filmes nacionais e internacionais agora competem juntos, “aos moldes dos festivais estrangeiros”, como explica Muritiba:  O objetivo é fortalecer e definir o cinema local juntamente ao cenário internacional, e não deixá-lo à parte.

Quanto ao Seminário, Muritiba afirma que esses eventos paralelos são importantes para a formação de um mercado local. “O festival não pode se restringir à exibição de filmes, ele deve trabalhar como um espaço de formação, discussão e, por isso, traremos tantas atividades esse ano”, explica o diretor.

Antônio Junior, curador e diretor, explica que a intenção dessa edição é assegurar seu espaço no calendário cultural curitibano: “A gente chega à terceira edição com o intuito de fincar raízes na cidade. O conceito de escolher filmes de cinema independente que não chegam às salas daqui continua e não vai mudar, é uma característica do Olhar de Cinema”. Muritiba complementa que, mesmo jovem, o Olhar já criou raízes no imaginário das pessoas. “Esse é o ano que vamos começar a colher os frutos plantados nas duas edições anteriores”, explica.

Patrocínio restrito

A diretoria do Olhar frisa que não houve nenhum interesse por parte do governo do estado em apoiar o festival. “Essa gestão do governo não se interessou pela iniciativa. Nós não estamos pedindo dinheirinho pra cultura, nós estamos pedindo dinheiro para criar e fomentar uma indústria”, afirma Muritiba. Além disso, os recursos desse ano foram reduzidos em comparação com os dois anteriores. Segundo os diretores, a Copa do Mundo restringiu a atenção dos investimentos culturais.

Por conta disso, os debates não contarão com a presença dos diretores internacionais, como aconteceu nas outras edições. A diretoria, porém, garante a presença dos diretores brasileiros.

O patrocínio dessa edição é da Volvo e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e recebe o apoio da Prefeitura de Curitiba, da Fundação Cultural de Curitiba, do Sebrae-PR, do Shopping Crystal e do Goethe Institut.

Os ingressos vão custar R$5 a inteira e R$2,50 a meia para os filmes e estarão à venda a partir de 22 de maio. A entrada é gratuita para as outras atividades. Confira os filmes selecionados e leia mais aqui.

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