sáb 23 out 2021
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Palco “Chega e Toca” é novidade na Corrente Cultural

Entre tantas grandes estruturas armadas no centro de Curitiba no último fim de semana, um palco menor, na Rua Monsenhor Celso, chamou a atenção de quem transitava entre os shows. Intitulado “Chega e Toca”, o palco é novidade na Corrente Cultural e fez jus ao seu nome. Foram disponibilizados instrumentos, mesa de som e uma equipe de apoio, para que qualquer pessoa pudesse, literalmente, chegar e tocar.

Nos dois dias em que funcionou, aconteceram 56 apresentações, com grande variedade de estilos: sertanejo raiz, heavy metal, rap, MPB, pop rock, rock’n’roll, além de música étnica oriental e africana. Segundo Roberto Alves, um dos organizadores do palco, a ideia foi um sucesso e provavelmente voltará a aparecer em outras edições do evento.

Considerando os dois dias de trabalho, Alves coloca que tudo foi muito democrático e liberal. Bastou a equipe se ocupar da organização para que bandas experientes, músicos de rua e gente que nunca se apresentou mostrasse seu talento. Ele assinala que, para muitos que tocaram ali, foi a primeira experiência de se apresentar com palco, equipamento e público. “Esse palco não se trata só de qualidade, mas também de oportunidade” finaliza ele.

African Monster’s e o Kuduro

Na tarde de domingo, a cena foi roubada pelo grupo angolano African Monster’s. Os dançarinos HM, Leandro, Wera, Wilson e o DJ Du Chocolate animaram o público com os ritmos Kuduro, Kizumba e Afrohouse. Composto por intercambistas, o grupo promove eventos e festas africanas em Curitiba, buscando visibilidade para a cultura, não só da Angola, como de toda a África.

O African Monster’s surgiu da necessidade que seus integrantes sentiam de mais espaços onde a cultura africana poderia ser expressada em Curitiba. HM, integrante do quinteto, elogia a iniciativa de palco livre na Corrente Cultural, que promoveu visibilidade à proposta deles e diversos outras bandas em busca de espaço. Quando questionado sobre a importância de seu trabalho, HM diz que “é possível ligar os povos através da música, expressar a alma, mostrar que a África e a América têm algo em comum”.

A banda Africa Monster’s se apresentou no domingo no palco “Chega e Toca”. Foto: Vinícius Carvalho
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