seg 18 out 2021
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Projeto de lei quer proibir festas “open bar” em Curitiba

Um projeto de lei proposto no último mês de maio pelo vereador de Curitiba José Carlos Chicarelli (PSDC) pretende acabar com a prática do open bar. Assim, ficaria proibido cobrar, na entrada, valores de consumo de bebidas. O parlamentar explica que várias reclamações de algazarra e violência após eventos desse tipo chegaram a ele. Também de acordo com Chicarelli, existem outros problemas além da bagunça, como a saúde da população. Como ele mesmo explica, lugares que vendem bebidas muito abaixo do custo podem, na verdade, estão comercializando produtos falsificados e de baixa qualidade.

Para o vereador, um importante reflexo do projeto seria no trânsito. “Com a redução da “bebedeira” em eventos desse tipo, o trânsito seria mais tranquilo e a Lei Seca seria aprimorada”, comenta. O vereador também diz que dúvida da total extinção do open bar, mas que pretende fomentar o debate sobre o assunto. “A minha principal intenção com esse projeto é debater toda a questão. Dificilmente conseguiremos proibir [o open bar], mas a discussão da sociedade é essencial”, explica.

Para o presidente da Associação de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, a lei afetaria apenas os lugares que exploram a questão das promoções. Já quem não se usa disso, seria beneficiado, visto que a concorrência seria equilibrada. Aguayo defende o projeto na medida da regulamentação da prática. “Open bar em camarote, por exemplo, é normal. Mas quando se trata de um bar inteiro, deveria existir uma regulamentação e uma fiscalização para ver se aquele estabelecimento está ‘jogando limpo’”, diz Aguayo.

O projeto de lei, ainda em tramitação, divide opiniões dentro e fora da Câmara. A juventude em geral, por exemplo, não aprova. “Quem bebe bastante em festas open bar, bebe bastante em qualquer tipo de festa. Na verdade, não creio que isso mudará muita coisa”, diz Jonathan Baggio, 18, estudante de Tecnologia em Marketing pela FACEL.

De acordo com o texto proposto, o não cumprimento das regras poderá gerar multa que varia de R$5.000 a R$30.000, de acordo com o número de pessoas do evento. Além disso, discute-se a cassação de alvará e, em caso de reincidência, sua suspensão por dois anos.

Realidade curitibana

Em Curitiba, eventos de grande dimensão são realizados com o atrativo do consumo liberado de bebidas por um preço único, como já mostrado por nós em uma matéria sobre as festas universitárias.

O F.I.L.E.T. do C7, por exemplo, é um dos mais famosos e chegou a sua 11º edição nesse ano, todas com open bar. Os universitários insistem que essas festas são bem organizadas, com transporte do evento, segurança e postos de emergência.

Organizado pelos Centros Acadêmicos das Engenharias da UFPR, o F.I.L.E.T teve cerca de 2.700 presentes em sua última edição, em Maio desse ano.
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