sáb 16 out 2021
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Projeto Viva incentiva a cidadania na UFPR

Estudante tem bicicleta consertada por voluntário do projeto Ciclovida | Foto: Divulgação

 

Grande propulsor dentro da Universidade Federal do Paraná (UFPR), “o Projeto Viva não veio para inventar a roda, e sim para dar mais visibilidade aos projetos que visam sustentabilidade, mobilidade e segurança dentro da sociedade”, explicou o pró-reitor de administração da UFPR, Álvaro Pereira de Souza. Inaugurado em fevereiro de 2014, o primeiro passo do projeto foi dado pela Pró-Reitoria de Administração (PRA) e tem como raiz o projeto Road Safety in Ten Countries, mais conhecido no Brasil como Vida no Trânsito, cujo objetivo é reduzir as mortes e lesões no trânsito em 10 países, dentre eles o Brasil. Aqui na UFPR, o objetivo é dar maior visibilidade para projetos voltados à comunidade acadêmica em temas como saúde, mobilidade, meio-ambiente e cidadania.

Atividades culturais marcaram o lançamento do projeto, apresentações artísticas, consertos de bicicletas e até um convênio entre a universidade e a Secretaria Municipal de Trânsito de Curitiba (Setran) foi anunciado. A parceria prevê o suporte técnico da universidade em relação ao trânsito e planejamento urbano. Outra ideia do projeto é oferecer uma disciplina optativa para os alunos voltada para a formação cidadã dos alunos.

 

O projeto

O Projeto Viva engloba diversas iniciativas. O projeto Ciclovida, que promove o uso seguro da bicicleta; o Reciclando a Vida, que possui mais de 10 anos de programa, no projeto é feita a separação do lixo, a destinação correta do lixo hospitalar e químico, reciclagem e até mesmo a divulgação dessas ações junto à comunidade.

O Rota de Fuga também faz parte do Projeto Viva, há mais de dois anos ele adéqua os prédios da UFPR nas normas estipuladas pelo Corpo de Bombeiros, estabelecendo uma segurança a mais para os estudantes. Outro projeto é o Motorista Legal, projeto que traz noções de segurança de trânsito, para o motorista, ciclista ou pedestre, juntamente com o Carona Solidária socializa o transporte.

 

Ciclovida

O projeto, que começou a ser desenhado em 2002 e foi oficializado em 2008, tem como objetivo principal formar uma cultura de mobilidade urbana mais saudável e sustentável a partir da bicicleta, fazendo da UFPR uma irradiadora desse processo. “Temos uma grande comunidade (cerca de 40 mil pessoas), formadora de opinião que pode adquirir uma nova cultura de mobilidade, quebrando essa chamada cultura do ‘carrismo’ que privilegia o uso do carro em qualquer ocasião”, disse o coordenador do projeto, José Carlos Belotto. Segundo ele, essa cultura está tanto no hábito das pessoas, que acaba contaminando os universitários que acabarão trabalhando em prefeituras e no estado, onde acabam difundindo o “carrismo”. Por isso, a iniciativa atua na raiz desse processo em busca de uma cidade mais equilibrada, onde todos os meios de transporte tenham um tratamento digno e que sejam mais seguros. O Ciclovida trabalhou no ano de 2013 com uma proposta para criar conexões entre os campi curitibanos. São pequenos trechos que faltam, para que se realize uma área cicloviária que ligue esses vários pontos da cidade. São 5,6 km para conectar todos os campi da Universidade por ciclovias, trechos de 700 ou 800 metros para transporte entre campi pelo meio da bicicleta. O projeto também promove consertos de bicicleta e o estabelecimento de bicicletários, visando uma maior dignidade para o ciclista.

Rota de Fuga

Com dois anos de existência, a iniciativa adéqua os prédios mais antigos da universidade aos moldes atuais do Corpo de Bombeiros. Saída de emergência, escada de emergência, extintores, largura de porta, etc. Os prédios mais antigos, como os da reitoria (Dom Pedro I e Dom Pedro II), inaugurados em 1960, precisam de diversas adaptações. O problema é que são prédios históricos, “temos que ter o devido cuidado, hoje o prédio da reitoria precisa de uma escada de emergência externa, mas como vamos implementar essa escada, se as normas do patrimônio histórico cultural, dizem que não podemos alterar as características da faixada do prédio?”, questionou o pró-reitor. A universidade adquiriu 7 desfibriladores (1 pra cada campi) e ainda realizou um treinamento para os funcionários fazerem o uso em condições de emergência.

Carona Solidária

Tem como finalidade estabelecer um grupo de caronas para estudantes da UFPR, sem fins lucrativos. Alguns ideais são inclusos: uma melhor movimentação, menos tempo de viagem, custos divididos e ainda integração entre os membros da comunidade acadêmica da universidade.
Os coordenadores do projeto trabalham em um sistema virtual de caronas. Enquanto isso, usam o Facebook como meio de comunicação e organização.

 

Para conhecer mais: https://www.facebook.com/vivaufpr

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