ter 19 out 2021
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Próxima parada: Terminal Guadalupe

Nem frio, nem ameaça de chuva foram suficientes para atrapalhar o último show da noite de hoje (10). O público lotou, novamente, o espaço do palco principal do 17° Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná, dessa vez para ver “A Marcha dos Invisí­veis”, da banda curitibana Terminal Guadalupe.

“Pernambuco chorou” e mais reflexões

A promessa feita no iní­cio do show pelo vocalista, Dary Jr., de explicar Curitiba como ela realmente é, além daquilo que se conhece superficialmente, foi majestosamente cumprida. Com duas guitarras, um baixo, uma bateria, vocais potentes, e letras que variam da crí­tica social a baladas mais sensí­veis, a banda, que se inspira no pop dos anos 80, proporcionou aos presentes uma noite de reflexão, bastante diferente das anteriores.
Graças ao repertório do show, o grupo trouxe ao público questões que muitas vezes passam desapercebidas, como as desigualdades sociais e injustiças. “A gente tem uma vida boa, vai ao shopping, ao cinema. Esquecemos da pobreza, porque isso é distante de nós”, coloca Dary Jr.
A princí­pio, a platéia parecia meio tí­mida. Alguns mexiam um pouco a cabeça e era só. Mas foi só a banda começar a tocar “Pernambuco Chorou”, música de trabalho que conta com um clipe na programação da MTV, para o público se soltar. Evelin Pavanelli, moradora de Antonia, acredita que os antoninenses têm um pouco de preconceito com o rock, mas acha que essa barreira não prejudicou o show. “Eles não aceitam muito bem, mas eu me diverti bastante”, conta.

Novos projetos

Em uma tentativa ousada, a banda acaba de lançar seu último CD em pen-drive. “A tiragem é limitada. São apenas cem à venda”, conta Dary. Além das músicas, o pen-drive vem com um programa em flash que contém as letras de todas as músicas, o videoclipe de “Pernambuco Chorou” e um curta-metragem baseado na história do clipe. Todas as cem unidades serão autografadas pelos integrantes da banda.
O álbum “A Marcha dos Invisí­veis”, que deve ser lançado até o final desse mês, vem sendo elogiado pela crí­tica, que afirma que há muito a música brasileira necessita de uma banda como a Terminal. “Crí­tica positiva é sempre bom, porque abre o caminho para a banda. Mas isso não garante sucesso”, acredita Dary.

A gente tem uma vida boa, vai ao shopping, ao cinema. Esquecemos da pobreza, porque isso é distante de nós", afirma Dary Jr
Giovana Ruaro
Allan Yokohama e Lucas Borba: os guitarristas do Terminal Guadalupe
Giovana Ruaro
Hendryo André
Professor do curso de Jornalismo da UFPR. Orientador do Jornal Comunicação.
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