qui 03 abr 2025
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Roda de leitura celebra escritoras indígenas no Dia Internacional dos Povos Indígenas

A Casa de Leitura Nadir de Macedo promove evento com a obra de Auritha Tabajara

Nesta sexta-feira, 9 de agosto, a Casa de Leitura Nadir de Macedo promoveu uma roda de leitura com o intuito de evidenciar autores indígenas e instigar reflexões e diálogos sobre a vivência indígena no país, em razão do Dia Internacional dos Povos Indígenas. 

A data foi criada pela ONU, em 1994, e é dedicada a homenagear e reconhecer as tradições e contribuições culturais dos povos indígenas, além de promover a conscientização sobre a inclusão, alertando sobre seus direitos e reafirmando as garantias previstas na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

A leitura desta manhã foi o reconto “A Onça-Pintada no Pescoço de Kauany, A Guardiã dos Segredos”, da escritora, poeta e contadora de histórias brasileira, Auritha Tabajara, conhecida por ser a primeira cordelista indígena do Brasil. Estreitando ainda mais os laços entre a artista e a obra, o texto escolhido pela curadoria é um conto que a avó de Auritha, Francisca Gomes Tabajara, contava em sua aldeia. O evento, como de costume no espaço, foi seguido de um bate-papo entre mediadores e ouvintes.

Livro escolhido para a Roda de Leitura, “Originárias: Uma Antologia Feminina de Literatura Indígena”/Foto: Paola Silva Morais

As discussões sobre o texto renderam comentários que variaram desde a visão dos povos indígenas sobre o mundo até a curiosidade de procurar mais obras de autores indígenas. De acordo com a mediadora de leitura, Sílvia Letícia, a importância dessa roda é mostrar outras narrativas e explorar diferentes formas de contar histórias por meio de diversas percepções. “Existe uma grande concentração de povos; nosso país possui uma grande diversidade em vários aspectos, e na literatura não é diferente! Aqui buscamos mostrar quão rica e ainda pouco explorada pelo público é a literatura brasileira”, diz.

Na roda de hoje, o público foi baixo. Devido às restrições do período eleitoral, as casas de leitura têm sentido a perda na divulgação dos eventos nos sites e redes sociais. 

CASAS DE LEITURA – As Casas da Leitura disponibilizam livros, audiolivros e livros em braille de literatura, artes visuais, teatro e música, para leitura local e empréstimos. Oferecem diversas atividades de incentivo à leitura para frequentadores e também para escolas e instituições parceiras. “Acredito que o trabalho que a gente faz aqui é muito importante, dependendo da região de Curitiba,  a Casa de Leitura é o único espaço cultural para as pessoas”, comenta o secretário administrativo da Casa de Leitura, Vagner Custódio. No total, são 16 Casas da Leitura e o Bondinho da Leitura. Esses espaços estão distribuídos pelas dez Regionais Administrativas da cidade.

As Casas de Leitura fazem parte do programa Curitiba Lê. O projeto é formado por um conjunto de ações de fomento, difusão e formação na área da literatura, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba e parceiros. A iniciativa busca fomentar leitores e viabilizar o acesso dos curitibanos à literatura. O programa é reconhecido pela Cátedra Unesco de Leitura como um exemplo de política pública que contribui para a transformação social por meio da formação de leitores.

Programação da Casa de Leitura Nadir Macedo:

  – Desenho Artístico

  – Encontros: Terças-feiras às 14h

  – Carga horária: 1h30/aula semanal

  – Faixa etária: A partir dos 12 anos

  – Ilustração para Livro Infantil

  – Encontros: Quintas-feiras às 10h

  – Carga horária: 2h/aula semanal

  – Faixa etária: A partir dos 7 anos

A Casa de Leitura fica aberta de segunda a sexta-feira, no período da manhã das 8h30 às 12h30, e no período da tarde das 13h30 às 17h40.

Para saber mais sobre os eventos das Casas de Leitura, acesse: https://guia.curitiba.pr.gov.br/](https://guia.curitiba.pr.gov.br/

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