dom 17 out 2021
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Sabor de tradição

Durante os oito dias de Festival de Inverno da UFPR, a população e os turistas podem aproveitar para, além de participar das oficinas, shows e espetáculos, apreciar uma das mais tí­picas comidas do Paraná: o barreado. O prato surgiu como uma opção de comida barata e pesada para alimentar os homens que trabalhavam em construções de estradas no litoral paranaense no século XVIII. O prato, tí­pico de Antonina e Morretes, é preparado a partir das carnes menos nobres do boi, temperadas e cozidas em uma panela de barro por mais de 20 horas, e é servido com arroz, farinha de milho, laranja e banana à milanesa.
Angelice Cordeiro, conhecida como Nenega, cozinha há mais de 40 anos e serve o barreado no Festival de Inverno da UFPR há dois. Ela conta que o prato é muito requisitado nos dias do festival pelo mesmo motivo que era apreciado antigamente: “as pessoas precisam de uma comida mais consistente, mais forte. Se comer o barreado, podem fazer só uma refeição no dia”. Ela afirma que somente nos dois primeiros dias do festival a sua barraca já serviu mais de cem quilos da comida, provando que o barreado é preferência em Antonina.
A simplicidade do preparo do prato mantém o gostinho do barreado praticamente igual há mais de 300 anos. Nenega conta que a preparação consiste basicamente de pedaços pequenos de carne, alho, cebola, cominho e folhas de louro. Originalmente, o barreado era preparado em tachos, que ficavam cozinhando em buracos no chão sobre brasa.
Rudolf Windumuller, aposentado de Morretes, está em Antonina para o Festival, e estava na barraca da Nenega com um prato bem servido de barreado. “É uma comida muito gostosa, barata, e que te deixa satisfeito o dia todo, é ótimo para os dias do festival”, afirma Windmuller.

A simplicidade do preparo do prato mantém o gostinho do barreado praticamente igual há mais de 300 anos.
Julia Guedes
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