qui 28 out 2021
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Segunda de Samba no Festival

Samba de breque, sincopado, samba canção, maxixe, chorinho e gafieira. Não faltaram opções para quem gosta de um bom ‘forrobodó’. O grupo Orquestra Geral do Samba se apresentou nesta segunda-feira (08) no palco principal do 18° Festival de Inverno da UFPR com repertório variado. “Escolhemos compositores que o grupo gosta e que representam o samba mais antigo e o mais recente”, explica a vocalista do grupo, Cintia Graton. Além das composições de Geraldo Pereira, o grupo apresentou também músicas de Chico Buarque, Ary Barroso, João Nogueira, Paulo César Pinheiro e Paulinho da Viola.

Orquestra Geral do Samba trabalha com a formação instrumental baseada nas Big Bands e nas orquestras de samba de gafieira. Dos dez integrantes fixos, quatro tocam instrumentos de sopro. O grupo surgiu há cerca de um ano e meio com o projeto especifico de resgatar a obra do compositor Geraldo Pereira (1918 – 1955). “É daí­ que vem o nome do projeto. Geral-do Samba”, brinca Cintia. Um dos integrantes do grupo, o pianista Alexy Viegas desenvolve um projeto de pesquisa cientí­fica em que faz levantamento e transcrição das canções compostas pelo músico na primeira metade do século XX. “Geraldo Pereira é um sambista dos anos 50 cultuado por muita gente, vários compositores consideram uma grande referência para o samba”, explica a vocalista.

Samba para além do Festival
Apesar de o ritmo tí­pico da região ser o fandango, é o samba e o carnaval que caí­ram no gosto da população de Antonina. São cinco as escolas de samba da cidade. “Antonina não tem nenhum grupo de fandango e estamos tentando resgatar isso. É mais o carnaval mesmo”, conta o secretário municipal de Turismo e carnavalesco da escola de samba Leões de Ouro, César Brosca.

O carnaval é um dos eventos que atrai mais turistas à cidade e que mobiliza os moradores. “No último carnaval, minha escola tinha 800 componentes”, diz. O carnavalesco explica que além das escolas, a festividade conta também com a participação dos blocos folclóricos e com a realização de concursos de fantasia. “Os blocos fazem adaptação de marchinhas de carnaval e as escolas preparam os sambas-enredo que representam o tema escolhido”.

Além do envolvimento natural da cidade com o ritmo, a vocalista Cintia Graton encontra mais motivos para a apresentação da Orquestra Geral do Samba no Festival. “O samba e as suas variantes são a raiz da música popular brasileira. Não podem faltar em nenhum festival”.

Hendryo André
Professor do curso de Jornalismo da UFPR. Orientador do Jornal Comunicação.
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